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Como criar um app de controle de horas sem código

Como criar um app de controle de horas sem código

Você descreve quem registra, o que precisa aparecer em cada lançamento e o que quer ver no fim do mês. O Zugo gera o app com cronômetro ou lançamento manual, lista por período e total por cliente, verifica numa sandbox e publica em seu-slug.zugo.run. A construção custa 600 créditos, e o banco entra pela integração com o Supabase.

Um aviso logo no começo, porque ele muda a decisão de muita gente: controle de horas para faturar cliente e registro de ponto para fins trabalhistas são coisas diferentes, e este guia trata da primeira.

Planilha de horas ainda resolve o problema?

Resolve enquanto o uso é individual e a memória colabora. Se você atende dois clientes e anota no fim do dia, a planilha é gratuita, você já domina e não exige manutenção nenhuma.

Ela começa a falhar em três situações. Quando mais de uma pessoa lança e alguém apaga uma fórmula sem perceber. Quando o registro precisa acontecer na hora, no celular, entre uma reunião e outra. E quando você quer regra: projeto obrigatório, hora que não pode se sobrepor, mês fechado que ninguém edita depois.

O terceiro ponto é o que mais dói em agência e em quem trabalha por hora. Planilha aceita qualquer coisa, inclusive oito horas lançadas num projeto encerrado em março. Um app com formulário e banco valida antes de o dado entrar, e não numa auditoria dolorosa no fim do trimestre.

Existe ainda o caso de quem precisa mostrar as horas ao cliente. Mandar uma aba de planilha compartilhada é frágil; um relatório por período dentro do seu domínio passa outra impressão e não expõe o resto da sua operação.

O que o app precisa ter para ser usado todo dia?

Registro em menos de dez segundos. Essa é a única característica que decide se o app sobrevive ao segundo mês, e todo o resto vem depois dela.

Forma de registro Como funciona Para quem serve
Cronômetro Botão iniciar e parar, com projeto escolhido antes Quem trabalha em blocos longos e contínuos
Lançamento manual Data, duração, projeto e observação Quem lembra no fim do dia e prefere digitar
Grade semanal Uma linha por projeto, uma coluna por dia Agência que fecha a semana de uma vez
Registro rápido Botões de atalho para os projetos mais usados Quem tem três ou quatro clientes fixos

A maioria das pessoas acha que quer cronômetro e usa lançamento manual. O cronômetro exige lembrar de parar, e a reunião que emenda em outra deixa quatro horas contadas para uma tarefa de quarenta minutos. Ter as duas formas na mesma tela é o desenho que costuma sobreviver.

Além do registro, três coisas na tela inicial bastam: total da semana, total do mês por cliente e o último lançamento com botão de repetir. Painel com oito indicadores é bonito na primeira semana e ignorado na terceira.

Como escrever o prompt que gera o app de horas?

Diga quem usa, o que cada lançamento precisa ter e o que você quer ver no fechamento. Essa última parte é a que mais evita edição depois.

App de controle de horas para [autônomo / agência com 5 pessoas],
com login por e-mail.
Cadastro de clientes e, dentro de cada cliente, de projetos.
Lançamento com data, duração em horas e minutos, projeto,
descrição curta e marcação de faturável ou não.
Duas formas de registrar: cronômetro e lançamento manual.
Telas: registrar, lista do período com filtro por cliente e por
pessoa, e fechamento com total de horas por cliente no mês.
Marcar um mês como fechado para bloquear edição.
Exportar o período em CSV.

Compare com "faça um app de horas". Os dois geram algo. Só o primeiro traz a marcação de faturável, que é justamente o campo que ninguém pede e todo mundo precisa quando chega a hora de separar o trabalho cobrado do trabalho interno.

O campo de descrição curta merece atenção. Ele é o que vira a linha do relatório enviado ao cliente, então vale exigir no formulário em vez de deixar opcional. Descrição vazia hoje é reunião constrangedora daqui a trinta dias.

Como ligar horas a cliente, projeto e valor?

Com uma hierarquia de dois níveis: cliente contém projetos, projeto contém lançamentos. Três níveis (cliente, projeto, tarefa) parecem mais organizados e quase sempre atrapalham, porque obrigam a escolher três coisas antes de registrar quinze minutos.

O valor por hora fica no projeto, não no lançamento. Isso permite que o mesmo profissional cobre diferente de clientes diferentes sem retrabalho, e evita que alguém digite valor errado na pressa.

Se a sua agência tem custo por pessoa e preço por cliente diferentes, são dois campos distintos: quanto aquela hora custa e por quanto ela é vendida. A diferença entre os dois é a margem do projeto, e ver esse número por cliente costuma mudar a decisão de quem continuar atendendo.

Um detalhe que economiza discussão: guarde o valor da hora no momento do lançamento, e não só na configuração do projeto. Quando o preço subir em julho, os lançamentos de maio precisam continuar valendo o preço de maio. Essa é uma regra de negócio específica, do tipo que se afina em uma ou duas rodadas de edição.

Onde os dados ficam e quem enxerga o quê?

No Supabase, que é a integração responsável por banco de dados, login e arquivos. Cada pessoa entra com o próprio acesso, e o lançamento fica vinculado a quem registrou.

Em equipe, aparecem no mínimo dois papéis. Quem lança vê os próprios registros e os projetos em que está alocado. Quem administra vê tudo, fecha o mês e exporta. Misturar os dois é o erro mais comum e o mais desconfortável, porque expõe as horas de uma pessoa para as outras sem necessidade.

Se o app vai ser aberto ao cliente para ele acompanhar as horas, isso é um terceiro papel, com acesso somente de leitura e limitado aos projetos dele. Vale construir esse acesso depois que a rotina interna estiver funcionando, e não junto: projeto com três papéis desde o primeiro dia costuma virar plataforma multipágina.

Exportação em CSV vale pedir desde a primeira versão. É a garantia de que os números saem dali sem depender de ninguém, inclusive de nós. O panorama de projetos com banco e login aparece em como criar um quadro kanban.

Quanto custa em créditos montar e manter o app?

Créditos são consumidos para gerar e para editar. Publicar não custa nada, e usar o app depois de publicado também não.

Ação no Zugo Créditos
Construção do app em uma página 600
Cada rodada de edição 300
App multipágina, três primeiras páginas 1.200
Cada página adicional 300
Construção no modo Hi-Fi 1.200
Edição no modo Hi-Fi 600
Publicar em seu-slug.zugo.run 0

O plano gratuito dá 2.400 créditos, que dá para quatro construções, então serve para experimentar. O Pro custa $25 por mês com 20.000 créditos, o equivalente a cerca de 16 plataformas multipágina, 33 construções ou 66 edições. O Business custa $50 por mês com 20.000 créditos.

Na prática, o gasto se concentra no primeiro mês de uso real. Você registra duas semanas, descobre que falta o campo de faturável, edita. Descobre que o filtro por pessoa é mais usado que o filtro por projeto, edita de novo. Quatro a seis rodadas até estabilizar é o padrão, e depois disso o consumo cai a quase nada.

Como transformar as horas em cobrança no fim do mês?

O caminho mais simples é fechar o mês no app, exportar o CSV por cliente e emitir a cobrança onde você já emite. Isso funciona desde o primeiro dia e não exige integração nenhuma.

Quem quer o passo seguinte pode gerar a cobrança dentro do próprio projeto, somando as horas faturáveis do período e aplicando o valor da hora. Se a cobrança for recebida online, o Stripe é a integração que cuida de pagamento e assinatura. O desenho completo desse projeto está em como criar um app de emissão de cobranças.

Vale incluir no relatório do cliente as horas não faturáveis marcadas como cortesia, quando for o caso. Mostrar o que não foi cobrado é uma das formas mais baratas de defender o próprio preço, e o dado já está lá.

E feche o mês de verdade, com bloqueio de edição. Sem isso, alguém vai ajustar abril em junho e o total nunca mais vai bater com o que foi cobrado.

Serve como controle de ponto para fins trabalhistas?

Não. Esse é o limite mais importante deste guia, e ele merece ser dito sem rodeio: registro de jornada de funcionário no Brasil segue exigência legal específica, com requisitos próprios de sistema, e um app gerado por descrição não é um sistema homologado para isso.

O que este app faz bem é medir tempo por projeto e por cliente, para faturar, orçar melhor e entender onde a semana foi embora. Isso é gestão, não é folha de pagamento.

Se a sua necessidade é ponto de funcionário celetista, a resposta honesta é procurar uma solução própria desse mercado e conversar com quem cuida do seu departamento pessoal ou com a sua contabilidade. Construir uma alternativa caseira aqui não economiza dinheiro, cria risco.

A fronteira é simples de enxergar: se o número vai para um cliente, este app resolve; se o número vai para a folha, ele não é o lugar.

Que erros fazem o registro de horas ser abandonado?

Formulário longo. Cada campo obrigatório a mais reduz a chance de registrar na hora, e registro adiado vira estimativa inventada no fim da semana.

Falta de edição rápida. Ninguém acerta a duração de primeira, e um app que exige quatro toques para corrigir quinze minutos ensina a pessoa a não corrigir nada.

Nenhum retorno visível. Se o app só engole horas e nunca mostra nada útil para quem lança, ele vira obrigação. Um total da semana na tela inicial já resolve boa parte disso.

Ausência de fechamento e de exportação. Sem fechamento, o dado muda para trás; sem exportação, você fica preso à ferramenta. A mesma lógica vale para qualquer registro contínuo, como aparece em como criar um app de controle de gastos.

O que o Zugo não faz aqui e por onde começar?

Ele não substitui um time de desenvolvimento num produto complexo. Integração com ferramenta de projeto existente, cálculo de folha e conformidade trabalhista são domínios com regra própria, e o caminho realista é aproximar por edições ou, se o projeto crescer, exportar o código pelo GitHub e seguir com uma pessoa desenvolvedora.

Antes de abrir a ferramenta, escreva a lista dos seus clientes e projetos ativos e decida uma coisa só: cronômetro, lançamento manual ou os dois. Essa decisão vale mais que qualquer recurso extra.

Depois gere a primeira versão, registre três dias de verdade e confira se o total do mês bate com o que você faria na mão. Dá para começar em zugo.dev pelo plano gratuito e ligar login, papéis e exportação quando a rotina já estiver de pé.

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