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Como criar um app de pesquisa e questionário sem código

Como criar um app de pesquisa e questionário sem código

Você descreve as perguntas, os tipos de resposta e quem vai responder. O Zugo gera o app com formulário, gravação das respostas e tela de resultados, verifica numa sandbox e publica em seu-slug.zugo.run. A construção custa 6 créditos, e as respostas ficam no seu banco pela integração com o Supabase.

Antes de construir qualquer coisa, vale a pergunta honesta: um formulário pronto de mercado resolve o seu caso? Em boa parte das pesquisas simples, resolve, e este guia começa exatamente por aí.

Quando vale ter o próprio app em vez de usar um formulário pronto?

Ferramentas de formulário como Google Forms e Typeform são muito boas no que fazem. Se você precisa de dez perguntas, uma vez, para trinta pessoas, elas ganham de qualquer coisa que você construa: ficam prontas em minutos e não exigem manutenção.

Situação Formulário pronto App próprio
Pesquisa pontual, poucas perguntas Melhor escolha Trabalho desnecessário
Aparência dentro da sua marca e domínio Limitado ao que a ferramenta oferece Total, com domínio próprio
Respostas no seu banco de dados Ficam na plataforma, exportáveis Ficam no seu Supabase desde o início
Pesquisa que roda todo mês por anos Funciona, com dependência do fornecedor Vale o investimento inicial
Lógica ligada ao seu produto Difícil ou impossível Feita por edições
Relatório automático para o cliente Depende do plano da ferramenta Página de resultado que você desenha

A leitura prática é simples: quanto mais a pesquisa vira parte da sua operação, mais faz sentido ter a sua. Consultoria que aplica o mesmo diagnóstico em cada cliente novo, escola que faz pesquisa de satisfação todo bimestre, produto que coleta avaliação dentro da própria interface. Nesses casos, a dependência de uma ferramenta externa começa a incomodar.

E existe o caso da marca. Pesquisa enviada a cliente corporativo dentro do seu domínio passa outra impressão do que um link genérico. É um detalhe pequeno que muda a taxa de resposta.

Que perguntas fazer para a pesquisa não morrer no meio?

Poucas, e na ordem certa. Toda pergunta a mais reduz a chance de alguém chegar ao fim, e resposta incompleta não vale quase nada na hora de decidir.

Comece pelas perguntas fáceis e fechadas: escala, múltipla escolha, sim ou não. Deixe as abertas para o final, quando a pessoa já investiu tempo e tende a terminar. Pergunta aberta na primeira tela é o jeito mais rápido de perder metade do público.

Uma pergunta por tela funciona melhor no celular, e a maioria das respostas no Brasil chega pelo celular. A tela única com vinte campos parece mais eficiente e não é: ela mostra o tamanho do esforço logo de cara.

Diga o tempo estimado logo no começo, e diga a verdade. "Três minutos" com pesquisa de três minutos gera confiança; "três minutos" com pesquisa de dez gera abandono no meio e desconfiança na próxima. Se for anônima, escreva que é anônima, e cumpra isso na construção.

Como escrever o prompt que gera o app de pesquisa?

Liste as perguntas junto com o tipo de resposta de cada uma. Esse é o trecho que mais economiza edição depois.

App de pesquisa de satisfação para clientes de [seu negócio].
Uma pergunta por tela, com barra de progresso.
Perguntas:
1. Nota de 0 a 10 para a recomendação (escala).
2. O que mais pesou nessa nota (múltipla escolha).
3. Há quanto tempo é cliente (opções fechadas).
4. O que poderíamos melhorar (texto livre, opcional).
Tela final de agradecimento.
Guardar cada resposta com data e hora.
Página de resultados protegida por login, com média das notas,
contagem por opção e lista das respostas em texto.
Exportar tudo em CSV.
Sem pedir nome ou e-mail: a pesquisa é anônima.

Compare com "faça um app de pesquisa". Os dois geram algo. Só o primeiro gera o seu, com a barra de progresso, o anonimato explícito e a exportação que você vai precisar no dia em que alguém pedir os dados brutos.

Se a sua pesquisa tem caminhos diferentes conforme a resposta (quem deu nota baixa vê uma pergunta, quem deu nota alta vê outra), diga isso no prompt em uma frase e espere afinar em uma ou duas edições. Ramificação é justamente o tipo de regra que raramente sai perfeita na primeira geração.

Onde as respostas ficam guardadas e quem consegue ver?

No Supabase, que é a integração responsável por banco de dados, login de usuários e arquivos. Cada resposta entra como um registro com data e hora, e a tela de resultados lê dali.

A parte que exige atenção é o acesso. O formulário precisa ser público, senão ninguém responde; a página de resultados não pode ser, senão qualquer pessoa lê o que os seus clientes escreveram. São duas telas com regras opostas no mesmo projeto, e isso precisa estar dito no prompt, não subentendido.

Se a pesquisa é anônima, anônima de verdade significa não gravar e-mail, não gravar identificador de sessão e não deixar o campo opcional de nome no meio do formulário. Prometer anonimato e coletar identificação é o erro que destrói a confiança de uma pesquisa interna em uma rodada só.

Exportação em CSV vale pedir desde a primeira versão. É a garantia de que os dados saem dali sem depender de ninguém. O panorama de projetos com banco atrás está em a IA consegue criar um app com banco de dados.

Como mostrar o resultado sem virar planilha ilegível?

Três blocos resolvem quase toda pesquisa: um número grande com a métrica principal, uma contagem por opção e a lista das respostas em texto.

O número grande é o que a diretoria olha. Média das notas, percentual de satisfeitos, total de respondentes. Um número, não seis, senão o que importa some no meio dos outros cinco.

A contagem por opção responde o porquê. Ela é o que transforma "a nota caiu" em "a nota caiu e o motivo mais citado foi prazo de entrega". Barra simples basta, gráfico elaborado não acrescenta nada aqui.

A lista de textos livres é a parte mais valiosa e a mais ignorada. Ninguém lê duzentas respostas abertas de uma vez, então vale filtrar por nota: ler primeiro o que escreveu quem deu nota baixa. Um filtro simples na tela de resultados faz isso, e é uma edição de 3 créditos.

Quanto custa em créditos montar e manter o app?

Créditos são consumidos para gerar e editar. Publicar não custa nada, e receber respostas depois de publicado também não.

Ação no Zugo Créditos
Construção do app em uma página 6
Cada rodada de edição 3
App multipágina, três primeiras páginas 12
Cada página adicional 3
Construção no modo Hi-Fi 12
Edição no modo Hi-Fi 6
Publicar em seu-slug.zugo.run 0

O plano gratuito dá 5 créditos, menos que uma construção completa, então serve para experimentar. O Pro custa $25 por mês com 200 créditos, o equivalente a cerca de 16 plataformas multipágina, 33 construções ou 66 edições. O Business custa $99 por mês com 800 créditos.

Na prática, uma pesquisa consome mais na fase de ajuste que na criação. Você aplica o questionário, percebe que uma pergunta foi mal entendida por metade das pessoas, reescreve. Duas a quatro rodadas até o formulário estabilizar é o normal, e depois disso o gasto cai quase a zero, porque a mesma pesquisa roda por meses sem mudança.

Quanto tempo leva do prompt ao primeiro respondente?

Uma construção simples fica pronta por volta de um minuto. Um app com ramificação e página de resultado protegida leva alguns minutos, porque são várias telas.

Antes da entrega, o projeto passa por uma verificação em sandbox: se não abre, não é entregue. Isso corta o pior cenário, que é gastar crédito e receber um link quebrado no dia em que a pesquisa ia ao ar.

O que a sandbox não faz é conferir se a sua lógica está certa. Ela confirma que a tela sobe, não que a média está sendo calculada como você imagina. Responda a pesquisa três vezes com notas conhecidas e confira o resultado na mão antes de enviar para qualquer pessoa de fora.

Que erros derrubam a taxa de resposta?

Pesquisa longa demais. Acima de dez perguntas a queda é forte, e acima de vinte quase ninguém termina. Corte o que você não vai usar para decidir nada.

Pergunta que já contém a resposta. "O quanto você gostou do nosso novo atendimento?" não mede satisfação, mede educação de quem responde. Pergunta neutra dá dado utilizável.

Falta de contexto no convite. Quem recebe o link precisa saber quem está perguntando, por quê e o que vai acontecer com a resposta. Duas linhas antes do link mudam bastante o resultado.

Nenhum retorno depois. Se você aplica pesquisa todo semestre e nunca conta o que mudou por causa dela, a segunda rodada tem menos respostas que a primeira. Uma página curta com "o que mudamos depois da última pesquisa" resolve, e é o oposto do mural aberto descrito em como criar um mural de feedback.

O que o Zugo não faz num app de pesquisa?

Não fornece respondentes. Ele constrói a ferramenta, não o público: quem envia o link, quem cobra retorno e quem escolhe a amostra é você. Pesquisa com amostra torta gera número bonito e conclusão errada, e nenhuma ferramenta corrige isso.

Não faz estatística avançada. Média, contagem e percentual saem tranquilamente; teste de significância, cruzamento multivariado e ponderação de amostra são outro campo, e a resposta honesta é que um software estatístico faz isso melhor. Exporte o CSV e analise lá.

Regra de negócio muito específica se afina por edições, não por um prompt: cotas por perfil, sorteio entre respondentes, envio automático em datas. Cada uma custa uma ou duas rodadas.

E ele não substitui um time de desenvolvimento se a pesquisa virar produto. Se o seu app de questionário passar a ser vendido a terceiros, exportar o código pelo GitHub e seguir com uma pessoa desenvolvedora é o caminho realista. Para questionário com nota e ranking, o formato irmão está em como criar um app de quiz.

Por onde começar?

Escreva as suas perguntas num papel antes de abrir a ferramenta e corte um terço delas. Esse corte é o trabalho que a IA não faz por você, e é o que mais influencia a quantidade de respostas que você vai receber.

Depois gere a primeira versão, responda três vezes você mesmo e confira se os números batem. Dá para começar em zugo.dev pelo plano gratuito e ligar banco, login e exportação quando o questionário já estiver afinado.

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