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Como criar um app de pesquisa e questionário sem código

Como criar um app de pesquisa e questionário sem código

Você descreve as perguntas, os tipos de resposta e quem vai responder. O Zugo gera o app com formulário, gravação das respostas e tela de resultados, verifica numa sandbox e publica em seu-slug.zugo.run. A construção custa 600 créditos, e as respostas ficam no seu banco pela integração com o Supabase.

Antes de construir qualquer coisa, vale a pergunta honesta: um formulário pronto de mercado resolve o seu caso? Em boa parte das pesquisas simples, resolve, e este guia começa exatamente por aí.

Quando vale ter o próprio app em vez de usar um formulário pronto?

Ferramentas de formulário como Google Forms e Typeform são muito boas no que fazem. Se você precisa de dez perguntas, uma vez, para trinta pessoas, elas ganham de qualquer coisa que você construa: ficam prontas em minutos e não exigem manutenção.

Situação Formulário pronto App próprio
Pesquisa pontual, poucas perguntas Melhor escolha Trabalho desnecessário
Aparência dentro da sua marca e domínio Limitado ao que a ferramenta oferece Total, com domínio próprio
Respostas no seu banco de dados Ficam na plataforma, exportáveis Ficam no seu Supabase desde o início
Pesquisa que roda todo mês por anos Funciona, com dependência do fornecedor Vale o investimento inicial
Lógica ligada ao seu produto Difícil ou impossível Feita por edições
Relatório automático para o cliente Depende do plano da ferramenta Página de resultado que você desenha

A leitura prática é simples: quanto mais a pesquisa vira parte da sua operação, mais faz sentido ter a sua. Consultoria que aplica o mesmo diagnóstico em cada cliente novo, escola que faz pesquisa de satisfação todo bimestre, produto que coleta avaliação dentro da própria interface. Nesses casos, a dependência de uma ferramenta externa começa a incomodar.

E existe o caso da marca. Pesquisa enviada a cliente corporativo dentro do seu domínio passa outra impressão do que um link genérico. É um detalhe pequeno que muda a taxa de resposta.

Que perguntas fazer para a pesquisa não morrer no meio?

Poucas, e na ordem certa. Toda pergunta a mais reduz a chance de alguém chegar ao fim, e resposta incompleta não vale quase nada na hora de decidir.

Comece pelas perguntas fáceis e fechadas: escala, múltipla escolha, sim ou não. Deixe as abertas para o final, quando a pessoa já investiu tempo e tende a terminar. Pergunta aberta na primeira tela é o jeito mais rápido de perder metade do público.

Uma pergunta por tela funciona melhor no celular, e a maioria das respostas no Brasil chega pelo celular. A tela única com vinte campos parece mais eficiente e não é: ela mostra o tamanho do esforço logo de cara.

Diga o tempo estimado logo no começo, e diga a verdade. "Três minutos" com pesquisa de três minutos gera confiança; "três minutos" com pesquisa de dez gera abandono no meio e desconfiança na próxima. Se for anônima, escreva que é anônima, e cumpra isso na construção.

Como escrever o prompt que gera o app de pesquisa?

Liste as perguntas junto com o tipo de resposta de cada uma. Esse é o trecho que mais economiza edição depois.

App de pesquisa de satisfação para clientes de [seu negócio].
Uma pergunta por tela, com barra de progresso.
Perguntas:
1. Nota de 0 a 10 para a recomendação (escala).
2. O que mais pesou nessa nota (múltipla escolha).
3. Há quanto tempo é cliente (opções fechadas).
4. O que poderíamos melhorar (texto livre, opcional).
Tela final de agradecimento.
Guardar cada resposta com data e hora.
Página de resultados protegida por login, com média das notas,
contagem por opção e lista das respostas em texto.
Exportar tudo em CSV.
Sem pedir nome ou e-mail: a pesquisa é anônima.

Compare com "faça um app de pesquisa". Os dois geram algo. Só o primeiro gera o seu, com a barra de progresso, o anonimato explícito e a exportação que você vai precisar no dia em que alguém pedir os dados brutos.

Se a sua pesquisa tem caminhos diferentes conforme a resposta (quem deu nota baixa vê uma pergunta, quem deu nota alta vê outra), diga isso no prompt em uma frase e espere afinar em uma ou duas edições. Ramificação é justamente o tipo de regra que raramente sai perfeita na primeira geração.

Onde as respostas ficam guardadas e quem consegue ver?

No Supabase, que é a integração responsável por banco de dados, login de usuários e arquivos. Cada resposta entra como um registro com data e hora, e a tela de resultados lê dali.

A parte que exige atenção é o acesso. O formulário precisa ser público, senão ninguém responde; a página de resultados não pode ser, senão qualquer pessoa lê o que os seus clientes escreveram. São duas telas com regras opostas no mesmo projeto, e isso precisa estar dito no prompt, não subentendido.

Se a pesquisa é anônima, anônima de verdade significa não gravar e-mail, não gravar identificador de sessão e não deixar o campo opcional de nome no meio do formulário. Prometer anonimato e coletar identificação é o erro que destrói a confiança de uma pesquisa interna em uma rodada só.

Exportação em CSV vale pedir desde a primeira versão. É a garantia de que os dados saem dali sem depender de ninguém. O panorama de projetos com banco atrás está em a IA consegue criar um app com banco de dados.

Como mostrar o resultado sem virar planilha ilegível?

Três blocos resolvem quase toda pesquisa: um número grande com a métrica principal, uma contagem por opção e a lista das respostas em texto.

O número grande é o que a diretoria olha. Média das notas, percentual de satisfeitos, total de respondentes. Um número, não seis, senão o que importa some no meio dos outros cinco.

A contagem por opção responde o porquê. Ela é o que transforma "a nota caiu" em "a nota caiu e o motivo mais citado foi prazo de entrega". Barra simples basta, gráfico elaborado não acrescenta nada aqui.

A lista de textos livres é a parte mais valiosa e a mais ignorada. Ninguém lê duzentas respostas abertas de uma vez, então vale filtrar por nota: ler primeiro o que escreveu quem deu nota baixa. Um filtro simples na tela de resultados faz isso, e é uma edição de 300 créditos.

Quanto custa em créditos montar e manter o app?

Créditos são consumidos para gerar e editar. Publicar não custa nada, e receber respostas depois de publicado também não.

Ação no Zugo Créditos
Construção do app em uma página 600
Cada rodada de edição 300
App multipágina, três primeiras páginas 1.200
Cada página adicional 300
Construção no modo Hi-Fi 1.200
Edição no modo Hi-Fi 600
Publicar em seu-slug.zugo.run 0

O plano gratuito dá 2.400 créditos, que dá para quatro construções, então serve para experimentar. O Pro custa $25 por mês com 20.000 créditos, o equivalente a cerca de 16 plataformas multipágina, 33 construções ou 66 edições. O Business custa $50 por mês com 20.000 créditos.

Na prática, uma pesquisa consome mais na fase de ajuste que na criação. Você aplica o questionário, percebe que uma pergunta foi mal entendida por metade das pessoas, reescreve. Duas a quatro rodadas até o formulário estabilizar é o normal, e depois disso o gasto cai quase a zero, porque a mesma pesquisa roda por meses sem mudança.

Quanto tempo leva do prompt ao primeiro respondente?

Uma construção simples fica pronta por volta de um minuto. Um app com ramificação e página de resultado protegida leva alguns minutos, porque são várias telas.

Antes da entrega, o projeto passa por uma verificação em sandbox: se não abre, não é entregue. Isso corta o pior cenário, que é gastar crédito e receber um link quebrado no dia em que a pesquisa ia ao ar.

O que a sandbox não faz é conferir se a sua lógica está certa. Ela confirma que a tela sobe, não que a média está sendo calculada como você imagina. Responda a pesquisa três vezes com notas conhecidas e confira o resultado na mão antes de enviar para qualquer pessoa de fora.

Que erros derrubam a taxa de resposta?

Pesquisa longa demais. Acima de dez perguntas a queda é forte, e acima de vinte quase ninguém termina. Corte o que você não vai usar para decidir nada.

Pergunta que já contém a resposta. "O quanto você gostou do nosso novo atendimento?" não mede satisfação, mede educação de quem responde. Pergunta neutra dá dado utilizável.

Falta de contexto no convite. Quem recebe o link precisa saber quem está perguntando, por quê e o que vai acontecer com a resposta. Duas linhas antes do link mudam bastante o resultado.

Nenhum retorno depois. Se você aplica pesquisa todo semestre e nunca conta o que mudou por causa dela, a segunda rodada tem menos respostas que a primeira. Uma página curta com "o que mudamos depois da última pesquisa" resolve, e é o oposto do mural aberto descrito em como criar um mural de feedback.

O que o Zugo não faz num app de pesquisa?

Não fornece respondentes. Ele constrói a ferramenta, não o público: quem envia o link, quem cobra retorno e quem escolhe a amostra é você. Pesquisa com amostra torta gera número bonito e conclusão errada, e nenhuma ferramenta corrige isso.

Não faz estatística avançada. Média, contagem e percentual saem tranquilamente; teste de significância, cruzamento multivariado e ponderação de amostra são outro campo, e a resposta honesta é que um software estatístico faz isso melhor. Exporte o CSV e analise lá.

Regra de negócio muito específica se afina por edições, não por um prompt: cotas por perfil, sorteio entre respondentes, envio automático em datas. Cada uma custa uma ou duas rodadas.

E ele não substitui um time de desenvolvimento se a pesquisa virar produto. Se o seu app de questionário passar a ser vendido a terceiros, exportar o código pelo GitHub e seguir com uma pessoa desenvolvedora é o caminho realista. Para questionário com nota e ranking, o formato irmão está em como criar um app de quiz.

Por onde começar?

Escreva as suas perguntas num papel antes de abrir a ferramenta e corte um terço delas. Esse corte é o trabalho que a IA não faz por você, e é o que mais influencia a quantidade de respostas que você vai receber.

Depois gere a primeira versão, responda três vezes você mesmo e confira se os números batem. Dá para começar em zugo.dev pelo plano gratuito e ligar banco, login e exportação quando o questionário já estiver afinado.

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