Como criar um site de imobiliária sem código, passo a passo
Como criar um site de imobiliária sem código, passo a passo
Você descreve a carteira de imóveis em texto e o Zugo monta a página: vitrine com filtros simples, ficha por imóvel, formulário de visita e seus dados de CRECI. Uma construção custa 6 créditos e leva cerca de um minuto. O site publicado fica em suaimobiliaria.zugo.run e aceita domínio próprio.
Corretor precisa de site próprio se os portais já trazem contato?
Precisa, mas por um motivo diferente do que se imagina. O portal traz volume, e volume ali é disputado: o mesmo imóvel aparece anunciado por quatro corretores, e quem responde primeiro leva. O site próprio não disputa esse jogo, ele serve para outra etapa da negociação.
A etapa é a da confiança. Depois do primeiro contato, o cliente pesquisa o seu nome antes de marcar visita, principalmente quando o valor é alto. Encontrar um endereço próprio com CRECI, carteira de imóveis e histórico muda a conversa, porque tira você da categoria de anúncio anônimo.
Existe também a captação, que é o lado mais esquecido. Quem tem apartamento para vender procura corretor, e a página de captação é a peça que fala com esse público. Portal nenhum vende você para o proprietário, ele só distribui o imóvel depois que a captação já aconteceu.
O que muda entre site de imobiliária e site de corretor autônomo?
Muda o eixo. O site da imobiliária gira em torno do estoque, com vitrine, filtros e ficha por imóvel. O do corretor autônomo gira em torno da pessoa, com região de atuação, tipo de imóvel que domina e prova de negócios fechados.
Na prática, o corretor autônomo erra quando copia a estrutura da imobiliária grande. Ele monta uma vitrine com oito imóveis e passa a impressão de estoque pequeno, quando o seu diferencial real é conhecer o bairro melhor que o portal. Nesse caso, o imóvel entra como exemplo do que ele trabalha, não como catálogo.
A imobiliária tem o problema oposto: estoque grande demais para manter na mão. É aí que entra a decisão de escopo da próxima seção, e ela precisa ser tomada antes do primeiro prompt, não depois de trinta fichas cadastradas.
Como organizar a lista de imóveis sem tentar virar um portal?
São três caminhos, e o mais comum é escolher o maior sem precisar dele. A tabela separa o que cada um custa em trabalho.
| Formato | Como funciona | Para quem serve |
|---|---|---|
| Vitrine em destaque | De seis a doze imóveis na página, atualizados na mão | Corretor autônomo e imobiliária de bairro |
| Página por imóvel | Cada imóvel vira uma página com endereço próprio | Quem manda link específico para o cliente |
| Catálogo com banco de dados | Imóveis guardados no Supabase, com busca e filtro | Estoque grande e rotina de atualização diária |
A vitrine resolve a maioria dos casos e custa uma edição de 3 créditos para trocar um imóvel. A página por imóvel entra como plataforma multipágina, com 12 créditos pelas três primeiras páginas e 3 por cada página adicional, e vale quando você precisa de um link limpo para mandar por mensagem.
O catálogo com banco de dados é um projeto maior, construído por edições sucessivas. A lógica é a mesma descrita em como criar um site de catálogo, com a diferença de que imóvel tem foto pesada e ficha longa, o que exige capricho na organização.
Como escrever o prompt que gera o site da imobiliária?
O Zugo constrói a partir de uma descrição, então escreva essa descrição como um briefing curto. Este modelo cobre o essencial:
Crie o site de uma imobiliaria em [bairro, cidade].
Secoes:
1. Capa: nome, regiao de atuacao, CRECI e busca
simples por tipo e faixa de preco.
2. Imoveis em destaque: cartoes com foto, bairro,
metragem, quartos, vagas e valor.
3. Ficha do imovel: galeria, descricao, condominio,
IPTU, planta e botao "Agendar visita".
4. Quero vender ou alugar: formulario de captacao.
5. Quem somos: equipe, CRECI e tempo de mercado.
6. Contato: WhatsApp, endereco e horario.
Tom: [profissional / proximo]. Cores: [suas cores].
Deixe os cartoes de imovel faceis de editar depois.
A última linha importa mais do que parece. Imóvel vendido precisa sair do site rápido, e um cartão pensado para edição evita mexer na página inteira. Se quiser partir de algo pronto, o Zugo traz 25 modelos, e um layout de catálogo já adianta boa parte da estrutura.
O que precisa estar na ficha para o cliente marcar visita?
Valor, sempre. Ficha sem preço perde para a ficha com preço na comparação, mesmo quando o imóvel é melhor. Junto do valor vão condomínio e IPTU, porque o cliente calcula o custo mensal e não o valor da placa, e a ausência desses dois números costuma travar o contato.
Depois vem a parte prática: metragem, quartos, suítes, vagas, andar, se aceita animal e o que existe no prédio. Fotos em ordem de percurso, começando pela sala e terminando pela área comum, fazem mais efeito que fotos em ordem aleatória com filtro forte.
E o entorno em texto. Mercado, escola, estação e linha de ônibus perto são o que decide entre dois imóveis parecidos, e é também o que o cliente digita na busca. Descrever o bairro é a parte mais barata da ficha e a que mais gera contato qualificado.
Como receber e qualificar o lead antes da visita?
O formulário de visita deve pedir pouco e o suficiente. Nome, contato, imóvel de interesse e uma linha sobre o momento da compra, se é à vista, financiado ou ainda pesquisando. Essa última pergunta economiza deslocamento, que é o custo real do corretor.
Do lado técnico, o Resend envia o aviso por e-mail assim que o formulário é preenchido e o Supabase guarda o pedido, o que evita perder contato quando a mensagem se perde. Muita imobiliária pequena vive de mensagem no celular, e o histórico organizado é a diferença entre lembrar e esquecer.
Quem quer ir além pode montar um painel simples com status do lead e histórico de contato. Isso deixa de ser site e vira sistema, construído por edições sucessivas, como está descrito em como criar um CRM.
Quanto custa em créditos montar e manter o site?
O Zugo cobra por ação, não por mês de site no ar.
| Ação | Créditos |
|---|---|
| Construção do site | 6 |
| Edição num projeto existente | 3 |
| Plataforma multipágina, três primeiras páginas | 12 |
| Cada página adicional | 3 |
| Construção no modo Hi-Fi | 12 |
| Edição no modo Hi-Fi | 6 |
| Publicar e conectar domínio | 0 |
O plano gratuito dá 5 créditos, menos que uma construção completa de 6, então ele serve para experimentar. O Pro custa $25 por mês com 200 créditos, cerca de 66 edições, ritmo confortável para uma carteira que muda algumas vezes por semana. O Business custa $99 por mês com 800 créditos e faz sentido para quem mantém várias vitrines.
Como aparecer nas buscas de imóvel por bairro?
Disputar a palavra genérica da cidade contra portal grande é gasto de energia. A busca que traz cliente para corretor é a longa e específica, do tipo "apartamento dois quartos com vaga no bairro tal", e ela se ganha com texto real sobre a região.
Isso significa escrever sobre o bairro, e não só listar imóveis. Uma página curta por região, com faixa de preço praticada, perfil dos prédios e o que existe por perto, atende essa busca e ainda serve de material para mandar a quem está decidindo entre duas regiões.
O nome do bairro precisa aparecer no título, no primeiro parágrafo e no endereço da página. E vale manter o perfil no mapa preenchido apontando para o site, porque parte do público procura corretor pelo mapa antes de procurar imóvel.
O que o Zugo não faz numa imobiliária?
Três limites, ditos na cara.
Não existe conector pronto para portais imobiliários. Se o seu estoque vive num sistema que publica em portal por arquivo de integração, o site não puxa esses imóveis sozinho, e manter as duas pontas na mão dá trabalho. Isso é integração, e integração é trabalho de desenvolvedor.
Cálculo de financiamento com regra de banco, simulação de parcela e análise de crédito também ficam fora. Dá para colocar uma calculadora simples por edições, mas ela será uma estimativa, e prometer exatidão nesse ponto cria problema com o cliente.
E as fotos são suas. O construtor entrega estrutura, texto base e layout; foto de imóvel mal iluminada continua derrubando a página. Vale contratar ensaio nos imóveis de maior valor, porque ali a diferença entre foto boa e ruim se paga numa visita.
Por onde começar hoje?
Separe o material antes de abrir a ferramenta: número do CRECI, regiões de atuação, de seis a doze imóveis com valor, condomínio, IPTU, metragem e fotos organizadas. Defina também quem responde o formulário e em quanto tempo, porque lead de imóvel esfria em horas.
Construa, abra a página pelo celular, teste o botão de WhatsApp e o formulário de visita, ajuste com duas ou três edições e conecte o domínio próprio. Toda construção passa por verificação em sandbox antes de ser entregue, então página que não abre vira erro em vez de chegar quebrada até você. Se parte da carteira é temporada, veja também como criar um site de aluguel por temporada.
Dá para começar em zugo.dev pelo plano gratuito e decidir o resto quando a vitrine já estiver no ar.