Como criar um site de vagas de emprego sem programar
Como criar um site de vagas de emprego sem programar
Descreva quem anuncia, o que cada vaga mostra e como a pessoa se candidata. O Zugo gera a plataforma com busca, filtros, página de vaga e formulário de candidatura, confere numa sandbox se tudo abre e publica em seu-slug.zugo.run. Uma plataforma multipágina custa 12 créditos pelas três primeiras páginas.
Por que um site de vagas tem dois públicos e isso muda tudo?
Porque ele só existe quando os dois lados estão presentes ao mesmo tempo. A empresa anuncia se houver candidato, o candidato volta se houver vaga, e no primeiro dia não há nem um nem outro.
Isso muda a ordem de construção. Num site institucional você escreve para um visitante e pronto. Aqui você desenha duas jornadas: a de quem publica, que quer formulário curto e visibilidade, e a de quem procura, que quer filtro bom e vaga recente. As duas usam a mesma base de dados e quase nada mais em comum.
Muda também o que se mede. Visita não diz nada num site de vagas. O que diz é candidatura por anúncio, porque é esse número que a empresa olha antes de renovar. Um quadro com muito acesso e pouca candidatura perde o anunciante no segundo mês, e ele não volta.
Nicho fechado ou quadro geral: qual tem chance de funcionar?
O nicho, quase sempre. Competir com os grandes agregadores em vagas genéricas é uma disputa perdida por quem começa do zero, e não adianta fingir o contrário.
O recorte que funciona costuma ser um destes três: uma profissão específica, uma região definida ou um formato de contratação. Vagas de cozinha em uma capital, trabalho remoto para atendimento em português, estágio em arquitetura. Quanto mais fechado o recorte, mais fácil chegar aos vinte anúncios que fazem o quadro parecer vivo.
Existe um teste simples antes de gerar qualquer página: você consegue nomear dez empresas que contratariam nesse recorte e falar com elas essa semana? Se não consegue, o problema não é o site. Um quadro vazio pode ser publicado em minutos e continuar vazio por um ano.
Quais páginas o site de vagas precisa ter no começo?
Cinco páginas cobrem o essencial. As demais podem esperar até existir volume que as justifique.
| Página | Para quem | O que resolve |
|---|---|---|
| Busca de vagas | Candidato | Entrada com filtros de área, cidade e formato |
| Página da vaga | Candidato | Texto que o Google indexa e onde nasce a candidatura |
| Formulário de candidatura | Candidato | Dados e currículo em anexo |
| Publicar vaga | Empresa | Recebe o anúncio e, se você cobrar, o pagamento |
| Sobre e contato | Os dois | Diz quem mantém o quadro e por quê |
A página da vaga é a que traz tráfego. Alguém procura "vaga de confeiteiro em Curitiba" e cai direto nela, sem passar pela home. Por isso ela precisa de texto próprio, com descrição, requisitos, faixa de contratação e local, e não de um bloco de campos soltos.
O painel do anunciante, com acompanhamento de candidaturas, é a página que quase todo mundo quer no primeiro dia e que quase ninguém precisa. Enquanto houver poucos anúncios, um e-mail com os candidatos cumpre o papel e não custa página extra.
Como descrever o site de vagas para a IA?
Escreva em prosa, em português, mas descreva estrutura de dados em vez de aparência. O construtor resolve o visual sozinho; o que ele não adivinha é a regra do seu quadro.
Crie um site de vagas de [área] em [região].
Cada vaga tem: título, empresa, cidade, formato
(presencial, híbrido ou remoto), tipo de contrato,
faixa salarial, descrição, requisitos e prazo.
Páginas:
1. Busca com filtros por área, cidade e formato,
vagas mais recentes primeiro.
2. Página da vaga com botão "Candidatar-se".
3. Formulário de candidatura: nome, e-mail,
telefone, currículo em anexo e mensagem curta.
4. Página "Publicar vaga" com formulário da empresa.
5. Sobre e contato.
Guarde vagas e candidaturas e me avise por e-mail
a cada envio.
Repare que não há uma palavra sobre cor ou fonte. Isso se ajusta depois com edições de 3 créditos, que saem mais baratas do que reescrever o pedido inteiro. Um formato próximo, sem transação entre as pontas, está em como criar um diretório online.
Como receber currículos sem criar um problema de dados?
Currículo é dado pessoal, e às vezes dado sensível. Tratar isso com displicência é o risco mais concreto de um quadro de vagas, bem maior do que qualquer questão técnica.
Três decisões resolvem a maior parte. Peça só o necessário: nome, contato, currículo e uma mensagem curta bastam para a triagem inicial, e campos como estado civil, foto e data de nascimento criam risco sem melhorar a seleção. Diga na própria página quem vai ver aquele arquivo e por quanto tempo ele fica guardado. E defina um prazo de descarte, porque currículo de uma vaga encerrada há dois anos é passivo, não ativo.
Do lado técnico, os arquivos e a lista ficam no Supabase, que cuida de banco, login e armazenamento, e o aviso de nova candidatura sai pelo Resend. O detalhamento de como o banco entra no projeto está em construtor de apps com IA e Supabase. A política de privacidade e o cumprimento da LGPD continuam sendo responsabilidade de quem opera o site.
Como cobrar da empresa que anuncia?
Pelo Stripe, que cuida de pagamento avulso e de assinatura. Antes de ligar a cobrança, porém, vale entender o momento certo de fazer isso.
Cobrar anúncio em quadro vazio não funciona. A empresa paga por candidato, não por espaço. O caminho que costuma dar certo é publicar de graça no começo, mostrar quantas candidaturas cada vaga recebeu e só então propor um valor, com esse número na mão.
Quando chegar a hora, existem três formatos comuns: anúncio avulso com prazo, pacote de vários anúncios e assinatura mensal para quem contrata sempre. O terceiro é o mais previsível e o mais difícil de vender no começo. A mecânica de dinheiro entre duas pontas está descrita em como criar um marketplace com IA.
Quanto custa em créditos montar e manter o quadro?
O Zugo cobra por ação, e um site de vagas nasce como plataforma multipágina.
| Ação | Créditos |
|---|---|
| Plataforma multipágina, três primeiras páginas | 12 |
| Cada página adicional | 3 |
| Construção de página única | 6 |
| Edição num projeto existente | 3 |
| Construção no modo Hi-Fi | 12 |
| Edição no modo Hi-Fi | 6 |
| Publicar e conectar domínio próprio | 0 |
O plano gratuito dá 5 créditos, menos que uma construção simples, então ele serve para conhecer a ferramenta e não para terminar o projeto. O Pro custa $25 por mês com 200 créditos, algo como 16 plataformas multipágina, 33 construções ou 66 edições. O Business custa $99 por mês com 800 créditos.
Na prática, um quadro inicial cabe no Pro com folga: uma plataforma de arranque e uma boa quantidade de edições até os filtros e a ficha da vaga ficarem do jeito certo.
O que costuma dar errado num quadro de vagas?
Três coisas, e nenhuma delas é código.
A primeira é a vaga velha. Anúncio sem prazo de validade transforma o quadro em cemitério, e o candidato que se candidata a três vagas encerradas não volta. Defina prazo desde o primeiro anúncio e retire o que venceu.
A segunda é a candidatura que não chega a ninguém. O formulário envia, o e-mail vai para uma caixa que ninguém abre, e a empresa conclui que o quadro não funciona. Combine com o anunciante quem recebe e em que endereço antes de publicar.
A terceira é o anúncio duplicado, quando a mesma vaga entra duas vezes com títulos diferentes. Defina a chave que identifica uma vaga única, empresa mais título mais cidade, por exemplo, antes de abrir a publicação para fora.
O que o Zugo não faz num site de vagas?
Não há importação automática de vagas de outros portais nem leitura automática de currículo para ranquear candidato. Isso é integração e processamento, e integração pede desenvolvedor.
Regras complexas de triagem, pontuação de candidato por critérios múltiplos e fluxos de aprovação com vários papéis se afinam por edições sucessivas, não por um prompt. Em algum ponto dessa evolução, o caminho honesto é exportar o código pelo GitHub e seguir com um time de desenvolvimento, porque o construtor não substitui esse time num produto complexo.
E a verificação em sandbox garante que a plataforma abre, não que o seu conteúdo esteja correto nem que você tenha direito de publicar aquele anúncio.
Por onde começar hoje?
Escolha o recorte, liste dez empresas que contratariam nele e escreva a ficha de uma vaga real como ela deveria aparecer. Esses três passos, feitos antes de gerar qualquer página, valem mais do que qualquer ajuste de layout depois.
Gere a plataforma, publique cinco vagas verdadeiras, candidate-se você mesmo para testar o fluxo inteiro e só então divulgue. Dá para começar pelo plano gratuito em zugo.dev e ligar banco, e-mail e cobrança conforme o quadro ganhar vida.