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Como criar um site de vagas de emprego sem programar

Como criar um site de vagas de emprego sem programar

Descreva quem anuncia, o que cada vaga mostra e como a pessoa se candidata. O Zugo gera a plataforma com busca, filtros, página de vaga e formulário de candidatura, confere numa sandbox se tudo abre e publica em seu-slug.zugo.run. Uma plataforma multipágina custa 1.200 créditos pelas três primeiras páginas.

Por que um site de vagas tem dois públicos e isso muda tudo?

Porque ele só existe quando os dois lados estão presentes ao mesmo tempo. A empresa anuncia se houver candidato, o candidato volta se houver vaga, e no primeiro dia não há nem um nem outro.

Isso muda a ordem de construção. Num site institucional você escreve para um visitante e pronto. Aqui você desenha duas jornadas: a de quem publica, que quer formulário curto e visibilidade, e a de quem procura, que quer filtro bom e vaga recente. As duas usam a mesma base de dados e quase nada mais em comum.

Muda também o que se mede. Visita não diz nada num site de vagas. O que diz é candidatura por anúncio, porque é esse número que a empresa olha antes de renovar. Um quadro com muito acesso e pouca candidatura perde o anunciante no segundo mês, e ele não volta.

Nicho fechado ou quadro geral: qual tem chance de funcionar?

O nicho, quase sempre. Competir com os grandes agregadores em vagas genéricas é uma disputa perdida por quem começa do zero, e não adianta fingir o contrário.

O recorte que funciona costuma ser um destes três: uma profissão específica, uma região definida ou um formato de contratação. Vagas de cozinha em uma capital, trabalho remoto para atendimento em português, estágio em arquitetura. Quanto mais fechado o recorte, mais fácil chegar aos vinte anúncios que fazem o quadro parecer vivo.

Existe um teste simples antes de gerar qualquer página: você consegue nomear dez empresas que contratariam nesse recorte e falar com elas essa semana? Se não consegue, o problema não é o site. Um quadro vazio pode ser publicado em minutos e continuar vazio por um ano.

Quais páginas o site de vagas precisa ter no começo?

Cinco páginas cobrem o essencial. As demais podem esperar até existir volume que as justifique.

Página Para quem O que resolve
Busca de vagas Candidato Entrada com filtros de área, cidade e formato
Página da vaga Candidato Texto que o Google indexa e onde nasce a candidatura
Formulário de candidatura Candidato Dados e currículo em anexo
Publicar vaga Empresa Recebe o anúncio e, se você cobrar, o pagamento
Sobre e contato Os dois Diz quem mantém o quadro e por quê

A página da vaga é a que traz tráfego. Alguém procura "vaga de confeiteiro em Curitiba" e cai direto nela, sem passar pela home. Por isso ela precisa de texto próprio, com descrição, requisitos, faixa de contratação e local, e não de um bloco de campos soltos.

O painel do anunciante, com acompanhamento de candidaturas, é a página que quase todo mundo quer no primeiro dia e que quase ninguém precisa. Enquanto houver poucos anúncios, um e-mail com os candidatos cumpre o papel e não custa página extra.

Como descrever o site de vagas para a IA?

Escreva em prosa, em português, mas descreva estrutura de dados em vez de aparência. O construtor resolve o visual sozinho; o que ele não adivinha é a regra do seu quadro.

Crie um site de vagas de [área] em [região].
Cada vaga tem: título, empresa, cidade, formato
(presencial, híbrido ou remoto), tipo de contrato,
faixa salarial, descrição, requisitos e prazo.
Páginas:
1. Busca com filtros por área, cidade e formato,
   vagas mais recentes primeiro.
2. Página da vaga com botão "Candidatar-se".
3. Formulário de candidatura: nome, e-mail,
   telefone, currículo em anexo e mensagem curta.
4. Página "Publicar vaga" com formulário da empresa.
5. Sobre e contato.
Guarde vagas e candidaturas e me avise por e-mail
a cada envio.

Repare que não há uma palavra sobre cor ou fonte. Isso se ajusta depois com edições de 300 créditos, que saem mais baratas do que reescrever o pedido inteiro. Um formato próximo, sem transação entre as pontas, está em como criar um diretório online.

Como receber currículos sem criar um problema de dados?

Currículo é dado pessoal, e às vezes dado sensível. Tratar isso com displicência é o risco mais concreto de um quadro de vagas, bem maior do que qualquer questão técnica.

Três decisões resolvem a maior parte. Peça só o necessário: nome, contato, currículo e uma mensagem curta bastam para a triagem inicial, e campos como estado civil, foto e data de nascimento criam risco sem melhorar a seleção. Diga na própria página quem vai ver aquele arquivo e por quanto tempo ele fica guardado. E defina um prazo de descarte, porque currículo de uma vaga encerrada há dois anos é passivo, não ativo.

Do lado técnico, os arquivos e a lista ficam no Supabase, que cuida de banco, login e armazenamento, e o aviso de nova candidatura sai pelo Resend. O detalhamento de como o banco entra no projeto está em construtor de apps com IA e Supabase. A política de privacidade e o cumprimento da LGPD continuam sendo responsabilidade de quem opera o site.

Como cobrar da empresa que anuncia?

Pelo Stripe, que cuida de pagamento avulso e de assinatura. Antes de ligar a cobrança, porém, vale entender o momento certo de fazer isso.

Cobrar anúncio em quadro vazio não funciona. A empresa paga por candidato, não por espaço. O caminho que costuma dar certo é publicar de graça no começo, mostrar quantas candidaturas cada vaga recebeu e só então propor um valor, com esse número na mão.

Quando chegar a hora, existem três formatos comuns: anúncio avulso com prazo, pacote de vários anúncios e assinatura mensal para quem contrata sempre. O terceiro é o mais previsível e o mais difícil de vender no começo. A mecânica de dinheiro entre duas pontas está descrita em como criar um marketplace com IA.

Quanto custa em créditos montar e manter o quadro?

O Zugo cobra por ação, e um site de vagas nasce como plataforma multipágina.

Ação Créditos
Plataforma multipágina, três primeiras páginas 1.200
Cada página adicional 300
Construção de página única 600
Edição num projeto existente 300
Construção no modo Hi-Fi 1.200
Edição no modo Hi-Fi 600
Publicar e conectar domínio próprio 0

O plano gratuito dá 2.400 créditos, que dá para quatro construções simples, então ele serve para conhecer a ferramenta e não para terminar o projeto. O Pro custa $25 por mês com 20.000 créditos, algo como 16 plataformas multipágina, 33 construções ou 66 edições. O Business custa $50 por mês com 20.000 créditos.

Na prática, um quadro inicial cabe no Pro com folga: uma plataforma de arranque e uma boa quantidade de edições até os filtros e a ficha da vaga ficarem do jeito certo.

O que costuma dar errado num quadro de vagas?

Três coisas, e nenhuma delas é código.

A primeira é a vaga velha. Anúncio sem prazo de validade transforma o quadro em cemitério, e o candidato que se candidata a três vagas encerradas não volta. Defina prazo desde o primeiro anúncio e retire o que venceu.

A segunda é a candidatura que não chega a ninguém. O formulário envia, o e-mail vai para uma caixa que ninguém abre, e a empresa conclui que o quadro não funciona. Combine com o anunciante quem recebe e em que endereço antes de publicar.

A terceira é o anúncio duplicado, quando a mesma vaga entra duas vezes com títulos diferentes. Defina a chave que identifica uma vaga única, empresa mais título mais cidade, por exemplo, antes de abrir a publicação para fora.

O que o Zugo não faz num site de vagas?

Não há importação automática de vagas de outros portais nem leitura automática de currículo para ranquear candidato. Isso é integração e processamento, e integração pede desenvolvedor.

Regras complexas de triagem, pontuação de candidato por critérios múltiplos e fluxos de aprovação com vários papéis se afinam por edições sucessivas, não por um prompt. Em algum ponto dessa evolução, o caminho honesto é exportar o código pelo GitHub e seguir com um time de desenvolvimento, porque o construtor não substitui esse time num produto complexo.

E a verificação em sandbox garante que a plataforma abre, não que o seu conteúdo esteja correto nem que você tenha direito de publicar aquele anúncio.

Por onde começar hoje?

Escolha o recorte, liste dez empresas que contratariam nele e escreva a ficha de uma vaga real como ela deveria aparecer. Esses três passos, feitos antes de gerar qualquer página, valem mais do que qualquer ajuste de layout depois.

Gere a plataforma, publique cinco vagas verdadeiras, candidate-se você mesmo para testar o fluxo inteiro e só então divulgue. Dá para começar pelo plano gratuito em zugo.dev e ligar banco, e-mail e cobrança conforme o quadro ganhar vida.

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