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Como criar o site de um escritório de advocacia sem programar

Como criar o site de um escritório de advocacia sem programar

Descreva as áreas de atuação, quem são os advogados e como o escritório atende. O Zugo monta o site com páginas de área, perfis da equipe, conteúdo e formulário de contato, verifica numa sandbox se tudo abre e publica. Uma construção custa 6 créditos e leva por volta de um minuto.

O que o cliente realmente procura no site de um escritório?

Prova de que o escritório existe, atua na matéria dele e é acessível. Nessa ordem. Quem chega a um site de advocacia geralmente está com um problema concreto e pouca paciência para linguagem cerimoniosa.

Três informações decidem o contato: a área do direito tratada, quem assina o trabalho e como falar com alguém. Um site que esconde o nome dos advogados atrás de "nossa equipe multidisciplinar" ou que não diz em que comarca atua perde a pessoa para o próximo resultado da busca.

O tom também pesa mais aqui do que em outros setores. Cliente de escritório não compra entusiasmo, compra segurança. Texto sóbrio, sem adjetivo em excesso, com explicação clara do que costuma acontecer em um caso daquele tipo, transmite competência melhor do que qualquer promessa. E promessa, no caso da advocacia, ainda esbarra em regra profissional.

O que as regras de publicidade da advocacia mudam no texto do site?

Mudam bastante, e ignorá-las é o erro mais comum de quem monta a página sozinho. A publicidade da advocacia no Brasil é regulada, e o espírito da norma é claro: informar, sim; mercantilizar e captar clientela, não.

Na prática isso significa evitar promessa de resultado, comparação com outros escritórios, linguagem de venda com senso de urgência, valores anunciados como oferta e depoimento de cliente usado como propaganda. Também significa cuidado com termos que soam a serviço de consumo em vez de exercício profissional.

O que continua permitido é justamente o que interessa ao cliente: dizer as áreas de atuação, apresentar os advogados com formação e experiência, publicar conteúdo informativo sobre temas jurídicos e oferecer canais de contato. Um site inteiro pode ser construído dentro desse espaço sem parecer tímido.

Como as regras têm interpretações e a sua seccional pode ter orientações próprias, o passo sensato é revisar o texto final com esse olhar antes de publicar. O construtor escreve o que você pedir, e a responsabilidade pelo que está no ar é do escritório.

Quais páginas o escritório precisa ter?

Cinco resolvem o essencial, e a maior parte do trabalho está no conteúdo delas, não na montagem.

Página O que ela precisa conter
Início Quem é o escritório, áreas principais, contato visível
Áreas de atuação Uma seção por área, com o que costuma envolver
Equipe Nome, formação, inscrição na OAB, área de cada um
Conteúdo Artigos informativos sobre dúvidas frequentes
Contato Endereço, telefone, e-mail, horário e formulário

A página de áreas é a que traz busca orgânica. Alguém procura "advogado de inventário" com a cidade junto e chega direto nela. Por isso cada área merece texto próprio, com o que a pessoa costuma enfrentar naquela situação, e não um parágrafo genérico repetido com o nome trocado.

A página de equipe é a que mais converte. Rosto, formação e número de inscrição transformam um site anônimo em um escritório com gente dentro. Se o escritório é individual, isso vale ainda mais: a página de perfil é praticamente o site inteiro.

Como escrever o prompt do site do escritório?

O Zugo constrói a partir de uma descrição em português. Este modelo cobre a estrutura completa:

Crie o site de um escritório de advocacia em
[cidade], com atuação em [áreas].
Páginas:
1. Início: apresentação sóbria do escritório,
   lista das áreas, telefone e e-mail visíveis.
2. Áreas de atuação: uma seção por área,
   explicando de forma informativa o que costuma
   envolver, sem prometer resultado.
3. Equipe: perfil de cada advogado com formação,
   inscrição na OAB e áreas de atuação.
4. Conteúdo: espaço para artigos informativos.
5. Contato: endereço, horário, mapa e formulário
   com nome, e-mail, telefone e assunto.
Guarde as mensagens recebidas e me avise por e-mail.
Tom: sóbrio e informativo. Sem linguagem publicitária.

A instrução sobre tom não é enfeite. Modelos de linguagem tendem a escrever texto de vendas por padrão, com superlativo e chamada urgente, e é exatamente esse registro que não cabe aqui. Pedir sobriedade no prompt economiza revisão depois.

Formulário de contato e sigilo: o que pedir e o que não pedir?

Peça pouco. Nome, e-mail, telefone e um campo de assunto bastam para marcar uma conversa, e é na conversa que os detalhes aparecem.

O erro que se vê com frequência é um formulário que convida o visitante a "descrever o seu caso" em um campo grande e aberto. A pessoa escreve tudo: nomes, valores, documentos, às vezes matéria criminal. Esses dados passam a existir na sua caixa de entrada e no seu banco antes de qualquer relação profissional estabelecida, e proteger isso vira obrigação sua.

A saída é uma frase acima do campo pedindo que o visitante descreva apenas o tipo de assunto, sem detalhes, porque o contato ainda não é canal seguro. Isso protege os dois lados e ainda passa uma mensagem de cuidado que nenhum texto institucional consegue passar.

Do lado técnico, as mensagens ficam no Supabase e o aviso de nova mensagem sai pelo Resend. Quem tem acesso a essa caixa e por quanto tempo os registros ficam guardados são decisões do escritório, não da ferramenta.

Vale a pena ter área do cliente com login?

Depende do volume e do tipo de causa. Uma área restrita onde o cliente acompanha o andamento e baixa documentos reduz o telefonema de "alguma novidade?", que é o maior consumidor de tempo de escritório pequeno.

O que é possível montar: login por e-mail, uma lista de casos ligada a cada cliente e arquivos anexados por quem atende. Tudo isso vive no Supabase e entra como plataforma multipágina, não como página única. O funcionamento de um login criado por IA está descrito em a IA consegue criar um login?.

O que não é possível: puxar automaticamente andamento processual dos tribunais. Isso é integração com sistemas externos, exige desenvolvimento próprio e não sai de um prompt. Se o escritório quer acompanhamento automático, a área do cliente vira apenas a vitrine de um sistema que alguém precisa construir e manter.

Para a maioria dos escritórios de até cinco advogados, um resumo atualizado à mão uma vez por semana entrega quase todo o valor com uma fração do custo.

Quanto custa em créditos montar e manter o site?

O Zugo cobra por ação, e a lista é curta.

Ação Créditos
Construção de página única 6
Edição num projeto existente 3
Plataforma multipágina, três primeiras páginas 12
Cada página adicional 3
Construção no modo Hi-Fi 12
Edição no modo Hi-Fi 6
Publicar e conectar domínio próprio 0

O plano gratuito dá 5 créditos, menos que uma construção de 6, e serve para testar a ferramenta. O Pro custa $25 por mês com 200 créditos, algo em torno de 16 plataformas multipágina, 33 construções ou 66 edições. O Business custa $99 por mês com 800 créditos.

Um escritório costuma gastar em blocos: a construção inicial, uma sequência de edições até o texto das áreas ficar do jeito certo e depois pouca coisa. Cada artigo novo publicado é uma edição, e uma área de atuação nova também.

O que o Zugo não faz num site de advocacia?

Três limites, ditos com clareza.

Não há integração com tribunais, com sistemas de gestão de processos nem com certificado digital. Consulta automática de andamento, peticionamento e assinatura com certificado pertencem a outro tipo de software.

O construtor também não revisa o seu texto sob a ótica das regras da profissão. Ele escreve o que foi pedido, inclusive linguagem publicitária se você pedir linguagem publicitária. A conformidade é do escritório.

E ele não substitui um time de desenvolvimento num produto complexo. Uma área do cliente com muitos perfis de acesso, trilha de auditoria e regras finas de permissão se aproxima por edições sucessivas e, a certa altura, pede código próprio, exportável pelo GitHub.

Por onde começar hoje?

Escreva antes de gerar: a lista de áreas com um parágrafo informativo em cada, os perfis da equipe com formação e inscrição, e os dados de contato com horário de atendimento. Esse material é o insumo do prompt e é ele que separa um site sério de um site de modelo.

Gere, leia o texto inteiro com olhos de fiscal da própria publicidade, ajuste com duas ou três edições e só então publique. Um formato próximo, de serviço técnico com fé pública, está em como criar um site de cartório, e o caso de profissional que vende conhecimento está em como criar um site de consultoria. Dá para começar pelo plano gratuito em zugo.dev.

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