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Como criar um marketplace sem programar: guia 2026

Como criar um marketplace sem programar: guia 2026

Um marketplace junta quem vende e quem compra no mesmo lugar, com cadastro, anúncio, busca e pagamento. No Zugo você descreve isso em texto e recebe uma plataforma publicada em seu-slug.zugo.run. A construção multipágina custa 12 créditos pelas três primeiras páginas e 3 por página adicional.

O que costuma matar um marketplace não é a tecnologia, é a falta de um dos dois lados. Por isso este guia trata a parte técnica como a mais barata do projeto e gasta linhas explicando por onde começar quando você ainda não tem vendedor nem comprador.

O que um marketplace precisa ter para funcionar?

Cinco peças. Cadastro de quem vende, criação de anúncio, catálogo com busca e filtro, página de item com contato ou compra, e algum sinal de confiança: avaliação, verificação de documento ou histórico de transações visível.

A quinta peça é a que separa um marketplace de uma lista de links. Comprador que não conhece o vendedor precisa de algo em que se apoiar, e no começo esse algo costuma ser você: curadoria manual, aprovação de cada anúncio, seu nome na página de contato.

Existe ainda uma peça invisível para o público, o painel de administração. É onde você aprova anúncio, suspende conta e resolve reclamação. Comece com uma lista simples protegida por login, porque na primeira semana esse painel serve a uma pessoa só.

Vale dizer o que não é obrigatório no primeiro mês: chat interno, app próprio, sistema de disputa automatizado e frete calculado dentro da plataforma. Tudo isso é caro de manter e nenhum resolve o problema real do início, que é ter oferta.

Como resolver o problema do ovo e da galinha?

Escolhendo um lado e enchendo ele na mão. Marketplace de dois lados vazio não converte: quem entra e vê catálogo com sete itens sai e não volta. Quase sempre o lado mais fácil de encher é o da oferta.

O caminho que funciona é entrar em nicho estreito. Não "marketplace de serviços", e sim "professores de reforço de matemática na zona leste de São Paulo" ou "artesãos de cerâmica de Minas que aceitam encomenda". Nicho estreito permite cadastrar os primeiros trinta vendedores pessoalmente.

Nessa fase o site é vitrine e o WhatsApp é o motor. Você fecha as primeiras transações na conversa, entende onde o negócio trava e só depois automatiza o que se repetiu. Automatizar antes de ter repetição é gastar edição em suposição.

Grandes marketplaces horizontais são muito fortes em alcance, catálogo e logística, e não faz sentido competir com eles nesse terreno. O espaço que sobra para projetos pequenos é a especialização: um público específico, uma regra de curadoria e um atendimento que a plataforma grande não dá.

O que escrever no prompt para gerar a primeira versão?

Descreva o nicho, os dois públicos e o fluxo de uma transação do início ao fim. O construtor resolve layout, navegação e responsividade sozinho; ele não tem como adivinhar a sua regra de comissão ou o seu critério de aprovação.

Marketplace de serviços de reforma residencial em Belo Horizonte,
conectando moradores a pedreiros, pintores e eletricistas.
Páginas: home com busca por serviço e bairro, listagem com
filtros de categoria, bairro e faixa de preço, página do
profissional com foto, descrição, serviços, avaliações e
formulário de contato, cadastro de profissional, painel
administrativo com lista de cadastros pendentes.
Login por e-mail. Profissional só aparece no catálogo depois
de aprovado manualmente.
Textos em português do Brasil, visual sóbrio, foco em celular.

Uma plataforma assim custa 12 créditos pelas três primeiras páginas, mais 3 por cada página além disso, e leva alguns minutos. Depois vêm as edições, a 3 créditos cada, para ajustar filtro, texto e campos do cadastro.

Antes de entregar, o projeto é aberto em uma sandbox: build que não abre não chega até você. Isso evita o caso mais irritante de construtor automático, que é receber um link quebrado e não saber se o problema é seu ou da ferramenta.

Como funciona o pagamento entre comprador e vendedor?

Depende do modelo de receita que você escolher, e essa é a decisão que mais muda a complexidade do projeto. Comissão sobre venda parece o modelo óbvio, mas é o mais pesado: exige repasse ao vendedor, nota, conciliação e política de estorno.

Modelo Como cobra Complexidade
Contato livre Nada na plataforma Baixa
Assinatura do vendedor Stripe, valor fixo por mês Baixa
Anúncio em destaque Stripe, pagamento avulso Média
Comissão sobre a venda Stripe, com repasse Alta

Para a maioria dos projetos iniciais, assinatura do vendedor ou destaque pago resolvem melhor. O comprador fala direto com quem vende, você cobra de quem tem interesse comercial claro e não precisa segurar dinheiro de terceiros nem lidar com repasse.

O Stripe cuida da cobrança e das assinaturas, e o Supabase guarda cadastros, anúncios e login. Se o seu público paga por Pix, considere manter o Pix fora da plataforma no início e usar a cobrança online só para as assinaturas, que são recorrentes e previsíveis.

Quanto custa montar e manter o marketplace?

A tabela abaixo é a lista completa de preços em créditos, igual para qualquer tipo de projeto. Ela responde melhor que qualquer estimativa por hora, porque aqui o custo é por ação, não por tempo de trabalho.

Ação Créditos
Plataforma multipágina, três primeiras páginas 12
Cada página adicional 3
Construção de página única 6
Edição sobre o projeto existente 3
Construção no modo Hi-Fi 12
Edição no modo Hi-Fi 6
Publicar e conectar domínio próprio 0

O plano gratuito dá 5 créditos e serve para conhecer a ferramenta. O Pro custa $25 por mês com 200 créditos, o equivalente a cerca de 16 plataformas, 33 construções ou 66 edições. O Business custa $99 por mês com 800 créditos.

Na prática um marketplace inicial consome a construção multipágina e algo entre seis e doze edições no primeiro mês, à medida que você descobre quais filtros ninguém usa e quais campos do cadastro ninguém preenche. Depois o consumo cai bastante.

O que a IA não resolve em um marketplace?

Três coisas, ditas sem rodeio. A primeira é a regra de negócio muito específica: cálculo de comissão por faixa, repasse programado, split de pagamento entre três partes. Isso se afina com edições sucessivas, não sai de um único prompt.

A segunda é moderação em escala. Enquanto forem trinta vendedores, você aprova na mão. Quando forem três mil, você precisa de time, política escrita e ferramenta de denúncia, e nada disso é problema de página, é problema de operação.

A terceira é o próprio crescimento do produto. Zugo não substitui um time de desenvolvimento em um produto complexo: ele te leva do zero à primeira versão no ar e às primeiras transações reais. Se der certo em volume, em algum momento entra gente. Você pode exportar o código para o GitHub quando esse momento chegar.

Por onde começar nesta semana?

Escreva em uma folha quem vende, quem compra e como o dinheiro passa. Depois liste dez vendedores reais que você consegue chamar pelo nome. Se essa lista não existir, o problema não é o site, e construir agora só vai adiar a conversa difícil.

Com a lista pronta, gere a plataforma, cadastre esses dez na mão e mande o link para vinte compradores possíveis. Para aprofundar, como criar um diretório online mostra a versão mais simples da mesma ideia, a IA consegue criar um site que recebe pagamentos trata da cobrança e criador de apps com IA e Supabase explica onde ficam cadastro e login.

Dá para começar em zugo.dev partindo de um dos 25 modelos prontos e trocar o conteúdo pelo do seu nicho.

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