A IA consegue criar um site que recebe pagamentos?
A IA consegue criar um site que recebe pagamentos?
Consegue. A IA monta a vitrine, a página do produto e o caminho até o checkout. Quem processa o dinheiro é o Stripe, conectado à sua conta: o valor cai lá, não no construtor. O trabalho que sobra para você é ligar a cobrança a quem comprou.
Essa fronteira entre "a página que pede o cartão" e "o serviço que recebe o dinheiro" define quase tudo neste assunto, então vale começar por ela.
Quem realmente processa o dinheiro?
O Stripe, com uma conta no seu nome. Você faz o cadastro, envia os documentos que eles pedem, informa a conta bancária de recebimento e conecta a integração ao projeto. A partir daí o site apenas encaminha o cliente para um pagamento que o Stripe conduz.
Isso tem uma consequência prática que muita gente descobre tarde: o Zugo não fica no meio do seu dinheiro. Não há repasse, não há carteira interna, não há prazo do construtor. Os créditos pagam a geração do projeto, e a cobrança dos seus clientes é uma relação direta entre você e o Stripe.
Tem uma segunda consequência, menos confortável. A aprovação do cadastro depende do Stripe e do tipo de negócio, e alguns segmentos simplesmente não são aceitos. Descobrir isso com o site pronto e a campanha marcada é um problema de calendário. Abra a conta antes de construir.
O que a IA monta e o que o Stripe monta?
A divisão é bem nítida, e enxergá-la evita pedir à ferramenta errada.
| Peça | Quem resolve |
|---|---|
| Vitrine, página de produto, carrinho | A construção com IA |
| Botão que leva ao pagamento | A construção com IA |
| Tela onde o cartão é digitado | Stripe |
| Aprovação, recusa, estorno, cobrança recorrente | Stripe |
| E-mail de confirmação da compra | Resend |
| Área do cliente que abre depois da compra | Supabase, com edições suas |
| Estatísticas de visita e funil | Google Analytics |
Repare que os dados de cartão nunca passam pelo seu projeto. Isso é bom para você, porque a parte mais sensível de todo o fluxo fica com quem tem estrutura para carregá-la, e é o motivo de o checkout ter cara própria em vez de cara do seu site.
Venda avulsa ou assinatura: o que muda no projeto?
Muda mais do que o preço na tela. Muda o que acontece no segundo mês.
Venda avulsa é um ciclo fechado: a pessoa paga, recebe o que comprou e a história termina. Um site com produtos, botão de compra e página de obrigado dá conta disso, e uma construção de 6 créditos com duas ou três edições costuma chegar lá.
Assinatura é um relacionamento. Você precisa saber quem está em dia, o que acontece quando o cartão falha, o que a pessoa perde ao cancelar e o que ela vê enquanto o pagamento está pendente. Nada disso é tela: é regra, e regra se constrói com edições sucessivas.
A pergunta útil antes de gerar qualquer coisa é simples: se o pagamento de alguém falhar no terceiro mês, o que exatamente muda na tela dessa pessoa? Se você não tem a resposta, ela vai virar um chamado de suporte em vez de uma regra do sistema.
Preciso de login para cobrar?
Para venda avulsa, não. Para assinatura, sim, quase sempre.
Cobrar sem login funciona quando a entrega é imediata e independente: um ingresso enviado por e-mail, um arquivo, um agendamento. O cliente paga, recebe e não precisa voltar. Menos peças, menos coisa para quebrar.
No momento em que existe algo que só quem pagou pode ver, aparece a necessidade de reconhecer a pessoa quando ela voltar. Aí entram contas de usuário e, com elas, o Supabase. O detalhe desse lado está em a IA consegue criar login e contas de usuário.
A ligação entre as duas coisas é o ponto que mais dá retrabalho: quem pagou precisa virar quem tem acesso, automaticamente. Desenhe login e cobrança na mesma conversa. Encaixar um no outro depois custa mais do que fazer os dois juntos desde o começo.
Quanto custa em créditos montar um checkout?
O preço é o de geração, igual a qualquer outro projeto. Receber pagamento não tem tarifa do construtor.
| Ação | Créditos |
|---|---|
| Construção de um site, app ou jogo | 6 |
| Edição sobre um projeto existente | 3 |
| Plataforma multipágina, três primeiras páginas | 12 |
| Cada página adicional | 3 |
| Construção no modo Hi-Fi | 12 |
| Edição no modo Hi-Fi | 6 |
O plano Free dá 5 créditos, menos que uma construção inteira, então ele serve para testar a ideia. O Pro custa $25 por mês com 200 créditos, o que dá aproximadamente 16 plataformas multipágina, 33 construções ou 66 edições. O Business custa $99 por mês com 800 créditos.
Fora dessa conta ficam duas coisas, e elas são do Stripe: a taxa que ele cobra por transação e as regras de repasse para a sua conta bancária. Confira a tabela vigente deles antes de definir o seu preço de venda, porque ela entra direto na sua margem.
Pix e boleto aparecem no checkout?
Quem decide isso é a sua conta do Stripe, não o construtor. Os meios de pagamento disponíveis dependem do país da conta, do tipo de negócio e do que você habilita no painel deles.
Isso importa mais no Brasil do que em quase qualquer outro mercado, porque uma parte relevante do público prefere não usar cartão. Se o seu público é esse, confirme no painel do Stripe o que está liberado para a sua conta antes de anunciar formas de pagamento na página de preços.
O erro caro é o inverso: escrever "aceitamos Pix" na vitrine porque ficou bonito e descobrir depois que o checkout não oferece essa opção. Prometa na página apenas o que você já viu funcionando em uma cobrança de teste.
Como testar antes de cobrar de um cliente de verdade?
Com uma sequência curta, sempre na mesma ordem, e olhando também para o que dá errado.
Faça primeiro uma compra completa de teste, do começo ao fim, usando o modo de testes do Stripe. Repare no e-mail que chega, no que aparece na tela depois do pagamento e em quanto tempo isso acontece. Esse é o caminho feliz e ele precisa estar liso.
Depois force uma recusa. Cartão negado, pessoa que fecha a aba no meio, pagamento pendente. O que o seu site mostra nessas três situações é o que define quantos chamados você vai receber, e cada resposta ruim é uma edição de 3 créditos.
Por fim, teste no celular, com a rede de dados e não no Wi-Fi. Fluxo de pagamento que só foi visto no computador tem uma taxa de surpresa alta na primeira semana. Antes de entregar, o Zugo abre o projeto em uma sandbox para confirmar que ele sobe, mas essa checagem não avalia o seu funil.
O que a IA não resolve em um projeto que lida com dinheiro?
Vale nomear, porque aqui o custo do otimismo é contábil.
Regra fiscal e emissão de nota não saem de um pedido em texto. Impostos, notas e obrigações variam por regime e por município, e nenhum construtor assume isso no seu lugar. Trate essa parte como um processo à parte, com o seu contador.
Regra de negócio muito específica se afina com edições, não com um único prompt. Preço por faixa, cupom com validade, desconto para quem já comprou: cada uma dessas é uma rodada. O Zugo não substitui um time de desenvolvimento em um produto complexo, e é justamente no dinheiro que essa fronteira aparece primeiro.
A checagem em sandbox confirma que o projeto sobe, não que o seu preço está certo. Ninguém além de você sabe que o frete deveria estar incluso. Esse teste é manual e vale repetir a cada edição que toque em valores.
Por onde começar?
Abra a conta do Stripe antes de qualquer coisa, porque ela é a única etapa que depende de aprovação de terceiro. Enquanto isso anda, construa a vitrine e ajuste os textos usando o endereço publicado do projeto.
Com a conta aprovada, conecte a integração, faça uma compra de teste e só então divulgue. Se a próxima decisão for como apresentar os planos, como criar uma página de preços de SaaS com IA trata da estrutura que costuma converter melhor, e conectar o Stripe ao construtor cobre a ligação em detalhe.
Dá para montar a primeira versão no plano gratuito em zugo.dev, partindo de um dos 25 modelos prontos e conectando a cobrança quando a página já estiver convencendo alguém.