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Posso vender o que eu criar com IA? O que checar antes

Posso vender o que eu criar com IA? O que checar antes

Sim, nos dois sentidos da pergunta. Você pode entregar o projeto a um cliente, porque o código sai para um repositório dele no GitHub, e pode cobrar dentro do projeto, porque o Stripe cuida de pagamento e assinatura. Antes de fechar contrato, confira os termos de uso vigentes.

Vender o quê, exatamente?

Vale separar isso antes de qualquer coisa, porque as duas leituras da pergunta levam a preparativos diferentes e quem mistura acaba prometendo o que não preparou.

A primeira leitura é vender o projeto. Você monta um site, um app ou um jogo e entrega para outra pessoa, que passa a ser dona daquilo. É o modelo de quem trabalha com clientes: agência pequena, freelancer, prestador de serviço local que atende comércio do bairro.

A segunda leitura é vender através do projeto. O site fica com você e cobra de quem usa, seja por produto avulso, por assinatura mensal ou por acesso a uma área fechada. Aqui o projeto é a loja, não a mercadoria.

Uma terceira variação aparece de vez em quando: vender o mesmo modelo várias vezes, adaptando textos e cores para cada cliente. Funciona bem em nichos com necessidade parecida, como salões, clínicas ou escolas de idioma, e é onde os 38 modelos prontos economizam mais tempo.

O que torna um projeto realmente entregável a um cliente?

Não é o visual. É a titularidade das contas, e essa é a parte que quase todo iniciante deixa para depois.

O que você entrega O que precisa estar em nome do cliente
O código-fonte Repositório no GitHub dele
O endereço na internet Domínio registrado por ele
A hospedagem Conta da Vercel dele, se o deploy sair daqui
Os dados dos usuários Projeto Supabase dele
O recebimento Conta Stripe dele
Os e-mails automáticos Conta Resend dele
As estatísticas Google Analytics dele

Se qualquer uma dessas linhas ficar no seu nome, você não vendeu um projeto: virou o fornecedor permanente de uma peça que o cliente não controla. Isso parece bom no primeiro mês e vira um problema no dia em que a relação esfria.

Existe um caminho intermediário legítimo, que é você manter a operação e cobrar por isso. Só precisa estar escrito no contrato, com preço e prazo, em vez de acontecer por descuido. A diferença entre serviço contínuo e refém é o combinado.

Como o projeto cobra dinheiro de quem compra?

Pelo Stripe, que é a integração responsável por pagamento e assinatura. Ele lida com o cartão, com a cobrança recorrente e com os avisos de renovação, e a conta usada é a de quem recebe o dinheiro.

Na prática, os projetos que cobram costumam usar três peças juntas. Supabase para o login, porque quem paga precisa entrar em algum lugar. Stripe para a cobrança em si. Resend para o e-mail de confirmação que o comprador espera receber em seguida.

Planeje esse trio de uma vez, não uma peça por semana. Ligar a cobrança antes de existir login costuma gerar retrabalho, porque a área paga precisa saber quem é o usuário para liberar o que ele comprou. A ordem que economiza edições é login, cobrança, e-mail.

O que a ferramenta não faz por você é a parte fiscal. Emissão de nota, regime tributário e obrigações de quem recebe pagamento pela internet no Brasil são assunto do seu contador, e ignorá-los custa mais caro do que qualquer plano de construtor.

Quanto custa produzir um projeto para vender?

Em créditos, é bem previsível, e essa previsibilidade é o que permite orçar antes de começar.

Ação Créditos
Construção de um site, app ou jogo 600
Edição sobre um projeto existente 300
Plataforma multipágina, três primeiras páginas 1.200
Cada página além da terceira 300
Construção no modo Hi-Fi 1.200
Edição no modo Hi-Fi 600

Um site institucional simples com alguns ajustes cabe em uma construção e um punhado de edições. Uma plataforma com várias páginas parte de 1.200 créditos e cresce de 300 em 3 conforme você acrescenta página.

O Pro custa $25 por mês com 20.000 créditos, o equivalente a cerca de 16 plataformas multipágina, 33 construções ou 66 edições. O Business custa $50 por mês com 20.000 créditos, faixa que faz sentido para quem entrega vários projetos no mesmo mês. O plano gratuito traz 2.400 créditos, abaixo dos 6 de uma construção completa, então ele serve para conhecer a ferramenta.

Com esses números na mão, o cálculo de margem deixa de ser chute. Você sabe quantos créditos o projeto consome, sabe quanto custa o mês e consegue dizer quanto sobra antes de aceitar o trabalho.

Que direitos você precisa checar antes de vender?

Três, e vale checá-los na ordem.

O primeiro é o das imagens e fontes que entraram no projeto. Uma foto baixada da internet sem licença continua sem licença depois de virar seção de um site, e quem responde por isso é quem publicou. Use material próprio ou com licença comercial clara, principalmente se o projeto for de um cliente.

O segundo é o dos textos e da marca. Nome, logotipo e slogan que se parecem demais com os de uma empresa existente criam problema meses depois, quando o projeto começa a aparecer em busca. Verifique antes de imprimir cartão.

O terceiro é o dos termos de uso da própria ferramenta, que mudam com o tempo e por isso não cabem em um artigo. Leia a versão vigente na página oficial antes de assinar um contrato de entrega, e guarde uma cópia do que estava valendo na data.

Onde estão os limites honestos desse modelo?

O Zugo não substitui um time de desenvolvimento em um produto complexo. Se o que você pretende vender é um sistema com muitas regras próprias, o construtor leva você até um ponto e o resto é trabalho de gente. Prometer o contrário para um cliente é criar uma dívida com juros.

Jogos são 2D e rodam no navegador. Isso cobre bem quiz, jogo de memória, plataforma simples e brinde promocional de campanha. Não cobre título 3D nem publicação em loja de console, e é melhor dizer isso na proposta do que descobrir na entrega.

Regra de negócio muito específica se resolve com edições sucessivas, não com um prompt único. Isso não impede a venda, mas muda o orçamento: em vez de uma construção, você está vendendo uma construção mais uma sequência de ajustes, e cada ajuste tem custo.

Por onde começar se a ideia é vender?

Comece pelo projeto mais simples que alguém pagaria e que você consegue entregar inteiro, com todas as contas no nome de quem contratou. Um site institucional bem feito, publicado em domínio próprio e com formulário funcionando já resolve o problema de muita gente.

Depois disso, repita. O segundo projeto do mesmo tipo sai muito mais rápido, porque você já sabe o que perguntar ao cliente e o que ajustar. Em zugo.dev dá para montar o primeiro e medir o tempo real antes de prometer prazo a alguém. Para completar, leia quem é o dono de um site gerado por IA, dá para exportar o código e como conectar o Stripe ao projeto.

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