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Posso usar minhas próprias imagens em um site com IA?

Posso usar minhas próprias imagens em um site com IA?

Pode, e na maioria dos projetos é o que separa um rascunho genérico de um site que parece seu. As imagens entram no lugar das que vieram na primeira construção, e cada troca acontece por edição, que custa 300 créditos. Fotos próprias também resolvem a questão da licença.

Por que as imagens do rascunho não deveriam ficar?

Porque elas foram escolhidas para preencher espaço, não para representar o seu negócio. Uma construção precisa de alguma coisa naquele bloco para que você enxergue a proporção da página, e o que aparece ali é um marcador de posição com cara de foto.

Isso tem um efeito prático que aparece rápido. Duas empresas do mesmo ramo que descreveram o projeto com palavras parecidas recebem páginas de aparência parecida, e o visitante percebe. A imagem é o elemento que mais rápido desfaz essa sensação, mais até do que a paleta de cores.

Tem também o lado da confiança. Em serviço local, sobretudo, a foto real do espaço e da equipe vale mais do que qualquer texto de venda. Quem procura um salão, uma clínica ou uma oficina quer ver o lugar antes de ligar, e uma imagem de banco de dados não entrega isso.

E existe o argumento chato, que é o jurídico. Uma foto qualquer achada na internet e colocada em um site comercial é um risco que dorme por meses e acorda com uma notificação. Material próprio elimina esse risco de uma vez.

Como as suas imagens entram no projeto?

Por edição. Você descreve qual imagem quer em qual lugar e o projeto é atualizado, do mesmo jeito que acontece com texto, seção ou cor. Cada rodada dessas consome 300 créditos, ou 600 no modo Hi-Fi.

Vale trocar tudo em uma rodada só, não uma foto por vez. Reunir as imagens antes, decidir onde cada uma vai e pedir a troca em um pedido único é a diferença entre gastar 300 créditos e gastar 300 créditos várias vezes pelo mesmo resultado. A preparação é o que economiza.

Quando o assunto é arquivo enviado pelo usuário final, e não pelo dono do site, a peça muda. Aí entra o Supabase, que é a integração responsável por banco, login e arquivos. É o caso de um portal em que o cliente anexa um documento, ou de um app em que cada pessoa tem foto de perfil.

Depois de cada troca, o projeto passa pela checagem em sandbox antes de ser entregue: uma construção que não abre não chega até você. Isso não avalia se a foto ficou bonita, mas garante que a página com ela sobe.

Que formato e que tamanho usar?

A regra prática cabe em uma tabela e vale para qualquer site, não só para os gerados por IA.

Tipo de imagem Formato que costuma render melhor
Foto de ambiente, produto ou pessoa JPEG ou WebP
Logotipo e ícone SVG, se você tiver o vetor
Gráfico com fundo transparente PNG ou WebP
Captura de tela de sistema PNG
Imagem grande de topo de página WebP, com foto bem enquadrada

O erro mais comum não é de formato, é de tamanho. A foto que sai do celular tem largura muito maior do que qualquer tela usa, e subir o arquivo como veio deixa a página pesada sem nenhum ganho visível. Reduza antes, na largura que a seção realmente ocupa.

O segundo erro é o recorte. Uma imagem horizontal colocada em um bloco vertical vai ser cortada em algum lugar, e quase sempre no lugar errado. Escolha o enquadramento pensando em como aquele bloco aparece no celular, que é onde a maior parte das visitas acontece.

Quantos créditos custa trocar as imagens?

O mesmo que qualquer outra edição, porque para o construtor trocar foto e trocar texto são a mesma operação.

Ação Créditos
Construção de um site, app ou jogo 600
Edição, incluindo troca de imagens 300
Plataforma multipágina, três primeiras páginas 1.200
Cada página além da terceira 300
Construção no modo Hi-Fi 1.200
Edição no modo Hi-Fi 600

O plano gratuito traz 2.400 créditos, abaixo dos 6 de uma construção completa, então ele serve para conhecer a ferramenta. O Pro custa $25 por mês com 20.000 créditos, cerca de 66 edições, e o Business custa $50 por mês com 20.000 créditos. Os valores são cobrados em dólares.

Com esse número na mão, dá para planejar a sessão de fotos com calma. Um ensaio simples do espaço e da equipe rende material para o site inteiro, e trocar tudo de uma vez cabe em uma edição. Fotografar aos poucos e pedir troca a cada semana é o caminho caro.

De quem é a foto que você vai publicar?

Essa pergunta tem três respostas possíveis, e só duas delas são seguras.

Foto que você mesmo tirou ou mandou tirar é sua, com um cuidado: se aparecem pessoas identificáveis, é bom ter autorização de uso de imagem por escrito, principalmente de funcionários e de clientes. Um formulário simples assinado no dia da sessão resolve.

Foto de banco de imagens com licença comercial também é segura, desde que a licença cubra o uso que você vai fazer. Guarde o comprovante junto com os arquivos do projeto, porque a licença sem prova de compra não ajuda muito no dia em que alguém pergunta.

Foto achada em busca de imagens não é segura, mesmo que apareça em vários sites. Aparecer em muitos lugares indica que muita gente cometeu o mesmo erro, não que a imagem seja livre. Se o projeto é de um cliente, esse cuidado passa a ser obrigação profissional sua.

Como as imagens afetam velocidade e acessibilidade?

São o item que mais pesa em uma página comum, e por isso o primeiro lugar onde procurar quando o site parece lento. Uma única foto grande demais no topo atrasa o momento em que o visitante vê alguma coisa, e é justo nesse instante que ele decide ficar ou sair.

Do lado da acessibilidade, o ponto é o texto alternativo. Toda imagem que carrega informação precisa de uma descrição curta e concreta, porque é ela que o leitor de tela vai anunciar. Escreva o que a foto mostra, não o nome do arquivo.

Imagem puramente decorativa é o caso oposto: descrever uma textura de fundo só polui a leitura. A pergunta útil é se o visitante perderia informação caso aquela imagem sumisse. Se não perderia, ela é decoração.

Existe alguma imagem que não vale a pena colocar?

Vale reconhecer três casos com franqueza. Captura de tela de texto pequeno, porque no celular ninguém lê e a informação simplesmente se perde. Colagem com muitos elementos, pelo mesmo motivo. E gráfico gerado em planilha e fotografado, que quase sempre fica ilegível.

Nesses casos o conteúdo funciona melhor como texto, tabela ou seção da própria página. É mais rápido de carregar, é encontrável em busca e continua legível em qualquer tamanho de tela. A imagem entra quando ela mostra algo que a palavra não mostra.

Por onde começar a troca?

Reúna primeiro. Escolha as fotos, reduza o tamanho de cada uma, decida em qual seção cada uma entra e escreva o texto alternativo de todas. Só então peça a edição, de uma vez. Essa ordem transforma várias rodadas em uma.

Se você ainda não tem o projeto montado, comece por ele e deixe as imagens do rascunho onde estão até ter material próprio: dá para fazer isso em zugo.dev e trocar tudo depois em uma edição. Complementam esta leitura o que esperar da velocidade das páginas, como sites feitos com IA lidam com acessibilidade e como editar o projeto depois da geração.

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