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Como criar um jogo de tower defense com IA: torres e ondas

Como criar um jogo de tower defense com IA

Descreva o caminho que os inimigos percorrem, os lugares onde dá para construir torre, o dinheiro que cada abate rende e o que acontece quando um inimigo chega ao fim. O Zugo gera um jogo 2D de navegador, testa a build em uma sandbox e devolve o endereço. Construir custa 6 créditos e cada ajuste custa 3.

É o gênero mais dependente de números desta família inteira. A mecânica sai certa na primeira tentativa com frequência, e o que exige rodadas é o equilíbrio entre custo de torre, dano e recompensa.

O que sai da primeira construção?

Um mapa com um caminho fixo, pontos livres onde o jogador clica para construir, torres que atiram sozinhas no inimigo dentro do alcance e ondas que chegam em intervalos. Cada inimigo abatido rende dinheiro, cada inimigo que chega ao fim tira uma vida da base.

As decisões que definem o jogo são cinco: quantos tipos de torre existem, se elas podem ser melhoradas, se dá para vender uma torre, quanto tempo separa uma onda da seguinte e quantas vidas a base tem. Escolher isso antes de escrever economiza várias edições.

A grade, a fila de inimigos andando pelo caminho, o alcance das torres e a tela de fim já saem ligados. Para calibrar a expectativa sobre o que um prompt entrega de fato, vale ler a IA consegue criar um jogo.

O que escrever no prompt?

Sete linhas resolvem quase tudo, e todas elas são sobre números concretos.

Elemento Formulação fraca Formulação forte
Mapa "um mapa" "grade de 12 por 8 com um caminho fixo do canto esquerdo ao direito"
Construção "coloca torres" "clicar em uma casa vazia fora do caminho abre o menu de construção"
Torre "uma torre" "torre básica com alcance de duas casas, dano baixo e tiro frequente"
Economia "ganha dinheiro" "cada inimigo abatido rende moedas, cada onda limpa rende um bônus fixo"
Inimigos "inimigos" "andam pelo caminho em velocidade constante e ignoram as torres"
Base não é dito "vinte vidas, cada inimigo que chega ao fim tira uma"
Ondas "fica mais difícil" "botão de chamar a próxima onda, cada uma mais numerosa que a anterior"

A linha do botão de chamar a onda é a mais subestimada. Ela devolve o ritmo ao jogador: quem quiser construir com calma espera, quem quiser correr chama antes e ganha tempo. Sem ela, o jogo empurra ondas em cima de quem ainda está montando a defesa.

A linha do alcance em casas também vale ouro. Descrever alcance em pixels ou dizer "alcance médio" produz torres que atingem meio mapa ou quase nada. Contar em casas da grade é uma unidade que a descrição e o resultado compartilham.

Como definir o caminho e os pontos de construção?

Do jeito mais simples possível na primeira versão: um caminho único, sem bifurcação, desenhado sobre uma grade. Bifurcação e múltiplas entradas são pedidos legítimos, mas eles multiplicam o que precisa ser equilibrado e atrapalham quem ainda está descobrindo se a base do jogo funciona.

Diga que só as casas fora do caminho aceitam torre e que uma casa ocupada não aceita outra. Sem essas duas frases, aparece a versão em que dá para construir em cima da rota e bloquear os inimigos, o que quebra o jogo inteiro em trinta segundos de teste.

Vale pedir que o alcance da torre apareça na tela enquanto o jogador escolhe onde construir. É uma informação que transforma o clique em decisão, e é barata de acrescentar depois como edição.

Se o mapa for para celular, peça uma grade menor. Doze colunas em tela de computador viram casas minúsculas em modo retrato, e o dedo passa a errar a casa com frequência.

Como equilibrar economia e ondas?

Fixando primeiro o custo da torre básica e derivando o resto dele. Se a torre custa dez moedas, a primeira onda precisa render em torno de quinze: o suficiente para uma segunda torre e uma sobra pequena.

A partir daí, três números controlam o jogo. Quanto cada inimigo rende, quanto cada onda traz de inimigos e quanto uma melhoria custa em relação a uma torre nova. Se melhorar sair mais barato que construir, todo mundo empilha melhorias em uma torre só e o mapa deixa de importar.

Teste sempre até a quinta onda antes de mudar qualquer número. Tower defense engana: as três primeiras ondas passam com qualquer configuração, e o desequilíbrio só aparece quando os inimigos ficam resistentes.

Escreva os pedidos de ajuste com o número dentro. "Reduza o dano da torre básica em um terço e aumente a recompensa da onda em dez por cento" produz um resultado que dá para avaliar. A mecânica de encadear pedidos assim está em como editar depois de gerar.

Como fazer isso passo a passo?

  1. Descreva mapa, torre básica, economia e ondas em duas ou três frases, com números concretos.
  2. Espere a build verificada. Um jogo simples fica jogável em cerca de um minuto e é aberto em uma sandbox antes de ser entregue.
  3. Jogue até a quinta onda. É o ponto em que o equilíbrio real aparece.
  4. Ajuste um número por mensagem e jogue de novo antes do ajuste seguinte.
  5. Publique em seu-slug.zugo.run e observe alguém jogando sem você explicar nada.

O quarto passo é o que mais gente pula, e é o que separa um jogo equilibrado de uma sequência de palpites empilhados.

Quanto custa em créditos?

O preço depende do tipo de ação, não do gênero.

Ação Créditos
Construir o jogo 6
Uma edição 3
Construção no modo Hi-Fi 12
Edição no modo Hi-Fi 6
Publicar e usar domínio próprio 0

Tower defense é dos gêneros que mais consomem edições, porque cada rodada de equilíbrio é uma edição. Uma construção de 6 e oito edições de 3 é um caminho comum até um jogo que se sustenta por dez ondas.

O Pro custa $25 por mês com 200 créditos, o que dá 33 construções ou 66 edições. O Business custa $99 por mês com 800 créditos. O plano gratuito traz 5 créditos, menos que uma construção completa, então ele serve para conhecer a ferramenta antes de assumir um projeto.

Por que o jogo fica chato na quarta onda?

Porque a decisão acabou. Se existe uma única torre e uma única melhoria, o jogador descobre a jogada ótima na segunda onda e o resto vira repetição com números maiores.

O remédio é acrescentar escolha, não dificuldade. Um segundo tipo de torre com comportamento diferente, uma que atinge vários inimigos próximos e outra que deixa o alvo mais lento, já obriga a pensar em posicionamento. Duas torres com papéis distintos rendem mais do que cinco variações da mesma ideia.

O segundo remédio é variar o inimigo. Um que corre rápido e aguenta pouco, outro lento e resistente, um terceiro que aparece em grupo grande. Cada tipo exige uma resposta diferente da defesa, e é aí que o gênero fica interessante.

Onde estão os limites?

Os jogos são 2D e rodam no navegador. Tower defense nasceu nesse formato, então o limite quase não incomoda, mas daqui não sai executável, projeto 3D nem publicação em loja de aplicativos.

Salvar progresso entre partidas, com torres desbloqueadas e mapas liberados, é sistema com estado guardado. Isso significa banco de dados, ou seja, conectar o Supabase e trabalhar por cima do jogo, e não uma linha a mais no prompt.

E o limite honesto: lógica muito específica chega por edições sucessivas. O Zugo não substitui um time de desenvolvimento em um produto complexo, e um jogo com muitos sistemas conversando é exatamente esse caso. O código sai para o GitHub se você quiser seguir na mão a partir de um ponto.

Por onde começar?

Comece com um caminho, uma torre e cinco ondas. Jogue até o fim, veja se o dinheiro fecha e só então acrescente o segundo tipo de torre, que é o que dá profundidade real.

Se o que você quer é ação direta em vez de planejamento, o gênero vizinho é outro e está em como criar um shooter de cima para baixo com IA. Para montar a primeira versão do seu mapa, descreva a grade em zugo.dev e jogue antes de mexer em qualquer número.

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