Skip to content

Como escrever um bom prompt para criar um site com IA

Como escrever um bom prompt para criar um site com IA

Um bom prompt responde seis coisas: para quem é o site, o que ele precisa fazer, quais seções existem, qual é a ação principal, que tom ele tem e o que já está decidido (nome, preço, contato). Escreva em português comum. Cada detalhe resolvido na descrição é uma edição de 3 créditos que você não vai precisar pedir depois.

Descrição curta não é descrição rápida: é a mesma descrição feita em duas etapas, e a segunda etapa custa saldo.

Por que a descrição decide o resultado?

Porque o modelo preenche sozinho tudo o que você não disse, e as escolhas dele são medianas por natureza. Ele não erra: ele acerta a média. Se você não nomeou o público, ganha um texto que serve para qualquer um e não convence ninguém em particular.

Isso explica a sensação de que "todo site de IA é parecido". A semelhança não vem do gerador, vem do pedido. Três pessoas que pedem "um site bonito para minha empresa" recebem resultados parecidos porque mandaram, na prática, a mesma frase.

Vale pensar no prompt como um briefing entregue a um profissional que nunca conversou com você e não vai poder perguntar nada. Tudo o que estiver claro na sua cabeça e ausente do texto simplesmente não existe para quem vai executar.

A boa notícia é que essa é a única parte do processo que depende inteiramente de você e não custa nada. Escrever quinze linhas em vez de uma não consome crédito adicional, e é a alavanca mais barata que existe no fluxo inteiro.

Quais seis blocos um bom prompt precisa ter?

Os três primeiros definem o conteúdo. Os três últimos definem se o site vende ou apenas informa.

O que nomear Por que muda o resultado Exemplo de frase
Público Define linguagem e prioridade "Para donos de pequenos comércios do interior de São Paulo"
Objetivo Define o que a página persegue "O visitante deve pedir um orçamento pelo WhatsApp"
Seções Evita página genérica "Início, serviços, planos, sobre nós, contato"
Ação principal É o motivo do site existir "Botão fixo Falar no WhatsApp em todas as telas"
Tom Separa você da média "Direto e sem jargão, com números concretos"
Dados fechados Impede invenção "Nome, telefone, três planos com valores em reais"

A linha do tom é a mais ignorada e a que mais muda a percepção do resultado. "Profissional" não diz nada, porque descreve noventa por cento dos sites. "Fala como uma pessoa que já resolveu esse problema para trezentos clientes" produz um texto diferente.

A última linha evita um problema chato: sem dados fechados, o gerador inventa nome de plano, valor e depoimento para preencher o layout. Você vai precisar apagar tudo isso depois, e apagar também é edição.

Qual prompt copiar e adaptar?

Este funciona como ponto de partida e contém os seis blocos na ordem natural de leitura.

"Site de uma clínica de fisioterapia em Curitiba, para pessoas de 40 a 65 anos com dor crônica que já tentaram outros tratamentos. Objetivo: fazer o visitante agendar uma avaliação pelo WhatsApp. Seções: início com proposta clara, tratamentos oferecidos, como funciona a primeira consulta, equipe, endereço com mapa e contato. Botão de WhatsApp fixo no rodapé em celular. Tom acolhedor e concreto, sem promessa de cura e sem termo técnico não explicado. Nome: Clínica Movimento. Telefone e endereço eu preencho depois."

Repare que não há uma palavra sobre cor, fonte ou estilo visual. Isso é proposital: acertar primeiro a estrutura e o texto, e só depois ajustar a aparência em uma edição de 3 créditos, é a ordem que gasta menos saldo.

Repare também na última frase. Dizer explicitamente o que você vai preencher depois evita que o gerador invente um telefone plausível, que é o tipo de erro que passa despercebido até um cliente ligar para o número errado.

Quanto detalhe é detalhe demais?

O limite prático não é de tamanho, é de contradição. Um prompt de vinte linhas coerentes funciona melhor que um de cinco linhas vagas. Um de vinte linhas que pede "minimalista" e "cheio de informação" na mesma frase produz um resultado confuso nas duas direções.

Também existe um ponto em que o detalhe deixa de ajudar: microdecisões visuais. Pedir "espaçamento de 24 pixels entre os blocos" no primeiro pedido é gastar atenção onde uma edição rápida resolve melhor, depois de você ver a página de pé.

A regra que costuma funcionar: descreva o que precisa ser verdade e deixe em aberto o que precisa ser testado. Verdade é o público, o preço e a ação principal. Teste é a cor do botão, a ordem das seções e o tamanho do título.

Se a descrição virar um documento longo, quebre o projeto. Uma plataforma multipágina custa 12 créditos nas três primeiras páginas e 3 em cada página seguinte, então crescer aos poucos é uma decisão de orçamento além de ser uma decisão de clareza.

Quais erros aparecem em quase todo primeiro prompt?

Quatro, e todos custam a mesma coisa: uma rodada extra de edição.

Pedir adjetivo em vez de fato. "Moderno", "clean" e "impactante" descrevem sensações que cada pessoa preenche de um jeito. "Fundo escuro, uma ideia por tela, foto grande do produto no topo" descreve o mesmo desejo de forma verificável.

Esquecer o celular. A maior parte do acesso vem de telefone e a revisão quase sempre acontece na tela grande. Vale escrever no prompt o que precisa funcionar com uma mão só.

Não nomear a ação. Site sem ação principal vira folheto. Diga se você quer ligação, mensagem, agendamento, cadastro ou compra, e diga qual dessas é a primeira em importância.

Descrever a empresa em vez do cliente. "Somos uma empresa com 15 anos de mercado" fala de você. "Você tem uma obra parada esperando laudo" fala com quem está lendo, e é essa segunda frase que segura a pessoa na página.

Vale começar de um modelo pronto em vez de descrever tudo?

Em formatos comuns, vale bastante. São 25 modelos prontos, cinco deles de jogos, e partir de uma estrutura que já funciona encurta a descrição: você deixa de explicar a arquitetura da página e passa a explicar só o que muda no seu caso.

O caminho fica assim: escolher o modelo mais próximo, aplicar uma edição de 3 créditos com o seu público, o seu texto e a sua ação principal, e conferir o resultado. Muitas vezes isso chega ao destino antes de uma construção descrita do zero, que custa 6.

Quando o modelo não vale a pena é no projeto com lógica própria. Um painel interno, um cálculo específico ou um fluxo que não se parece com nada da lista pede descrição do zero, porque adaptar uma estrutura distante gasta mais edições do que construir.

Como o prompt muda o custo do projeto?

Diretamente, e essa é a parte que quase ninguém calcula antes. A tabela abaixo mostra dois caminhos até o mesmo site.

Caminho O que acontece Consumo
Prompt vago, ajustes um a um Construção mais quatro edições separadas 6 mais quatro vezes 3
Prompt detalhado, ajustes agrupados Construção mais uma edição com tudo junto 6 mais 3
Modelo pronto, uma passada de adaptação Uma edição sobre o modelo 3
Prompt detalhado no modo Hi-Fi Construção com acabamento maior 12

O segundo caminho custa menos da metade do primeiro e chega ao mesmo lugar. A diferença inteira está em quinze minutos escrevendo antes, em vez de quinze minutos corrigindo depois.

Dentro do Pro, que custa $25 por mês com 200 créditos, isso é a diferença entre caber e não caber no mês quando você mantém vários projetos. Quem está no Free, com 5 créditos, sente ainda mais: o saldo fica abaixo de uma construção completa. O detalhamento dos planos está em quanto custa um site feito com IA.

O que nenhum prompt resolve?

Três coisas, e nomeá-las evita frustração na terceira tentativa.

A primeira é o que você ainda não decidiu. Se o posicionamento do negócio está confuso na sua cabeça, nenhuma descrição vai desembaraçar isso. O texto sai vago porque a decisão é vaga, e a ferramenta apenas espelha.

A segunda é o conteúdo real. Foto do seu espaço, depoimento de cliente de verdade, tabela de preços conferida: isso é trabalho seu, e continua sendo o gargalo de quase todo projeto pequeno.

A terceira é a regra de negócio muito específica. O Zugo não substitui um time de desenvolvimento em um produto complexo, e uma lógica particular se afina com edições sucessivas em vez de sair pronta de um pedido único. Se você não programa, isso não bloqueia nada, e o assunto está detalhado em preciso saber programar?.

Por onde começar?

Abra um documento em branco e responda as seis perguntas da tabela em uma frase cada. São seis frases, leva dez minutos e já é um prompt melhor que a média do que se escreve na pressa.

Depois construa, olhe no celular e anote tudo o que incomoda antes de pedir qualquer correção. Mandar a lista inteira de uma vez custa 3 créditos, e é assim que o refinamento vira barato em vez de virar sangria. O ciclo completo de ajuste está em como editar depois da geração, e dá para testar as suas seis frases agora em zugo.dev.

← Todos os artigos