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A IA consegue criar um site no meu idioma?

A IA consegue criar um site no meu idioma?

Consegue. Você descreve o projeto em português e recebe um site com os textos em português, acentos e cedilha inclusive. O que não vem de graça é a consistência: peça o idioma de forma explícita, revise os termos que costumam ficar em inglês e decida cedo se o site será bilíngue.

O resto deste texto é sobre a diferença entre "o site saiu em português" e "o site soa como escrito por alguém daqui", que são coisas distintas e custam esforços distintos.

Dá para escrever o pedido em português mesmo?

Dá, e é o que faz mais sentido. Descrever em português força você a pensar no público que vai ler, e o texto que sai carrega o vocabulário do seu setor em vez de uma tradução aproximada dele.

Quanto mais específico o pedido, menos revisão depois. "Site para uma clínica de fisioterapia em Belo Horizonte, com página de convênios, agendamento por WhatsApp e depoimentos de pacientes" produz um resultado muito mais utilizável do que "site de saúde", porque cada substantivo é uma decisão a menos para a IA adivinhar.

Vale escrever o idioma de forma literal no pedido, ainda que pareça redundante: "todos os textos em português do Brasil". É uma linha que evita a situação clássica de um formulário perfeito com o botão escrito "Submit".

O que costuma escapar em inglês sem você pedir?

Sempre as mesmas peças, e quase nunca o texto principal. Os títulos e parágrafos saem em português; o que escapa são as palavras curtas que vêm coladas em componentes de interface.

Onde costuma escapar O que revisar
Botões de ação Submit, Send, Learn more, Read more
Rodapé Copyright, All rights reserved, Privacy Policy
Formulários Placeholders, mensagens de erro, campo obrigatório
Estados vazios "No results found", "Nothing here yet"
Datas e valores Ordem dia/mês, separador decimal, símbolo de moeda
Textos que só a máquina vê Título da aba, descrição para busca, texto alternativo

A última linha é a mais esquecida e a que mais pesa: o título da aba e a descrição que aparece na busca são texto de verdade, ficam fora da tela principal e passam batido em qualquer revisão feita só olhando o site.

Uma edição de 3 créditos com a lista dessas correções resolve o pacote inteiro de uma vez. Rodar uma edição por botão errado é a forma mais cara de fazer a mesma coisa.

Como pedir para o site ficar todo em português?

Com três frases no pedido inicial, escritas antes da primeira construção.

Primeiro, o idioma e a variante: português do Brasil, não apenas "português". A diferença aparece em palavras do dia a dia (tela e ecrã, celular e telemóvel, time e equipa) e é justamente o tipo de detalhe que denuncia um site montado longe do público.

Segundo, os formatos locais: data no formato dia/mês/ano, valores com vírgula decimal, telefone com DDD. Isso não é preciosismo, é o que impede um cliente de ler 03/07 como 3 de julho quando você quis dizer 7 de março.

Terceiro, o tom. "Trate o visitante por você", "linguagem direta, sem jargão de agência" ou "formal, é um escritório de advocacia" muda o texto inteiro. Sem essa indicação, o resultado tende ao meio termo neutro, que não erra e também não convence ninguém.

E se o site precisar de dois idiomas?

Aí a decisão deixa de ser de texto e passa a ser de estrutura, então ela vem antes e não depois.

Duas versões de um site são, na prática, duas árvores de páginas com o mesmo desenho. Isso conta como projeto multipágina: a plataforma custa 12 créditos pelas três primeiras páginas e 3 por cada página adicional, e a segunda língua entra como páginas adicionais, não como um botão mágico de tradução.

O caminho que costuma dar menos retrabalho é construir e afinar a versão em português até ela estar realmente pronta, e só então gerar a segunda versão a partir dela. Traduzir um texto que ainda vai mudar significa pagar duas vezes por cada ajuste.

Se as duas versões vão ao ar juntas, decida também qual delas é a principal. Público brasileiro e público internacional raramente querem a mesma ordem de argumentos, e copiar a estrutura de uma na outra costuma enfraquecer as duas.

Quanto custa em créditos acertar o idioma?

Nada além do preço normal de gerar e editar, e é por isso que vale caprichar no pedido inicial.

Ação Créditos
Construção de um site, app ou jogo 6
Edição sobre um projeto existente 3
Plataforma multipágina, três primeiras páginas 12
Cada página adicional 3
Construção no modo Hi-Fi 12
Edição no modo Hi-Fi 6

O plano Free tem 5 créditos, menos que uma construção completa, então ele serve para experimentar o pedido e ver como o texto sai. O Pro custa $25 por mês com 200 créditos, algo como 16 plataformas, 33 construções ou 66 edições. O Business custa $99 por mês com 800 créditos.

Uma construção simples fica pronta em cerca de um minuto e uma plataforma multipágina leva alguns minutos. Antes da entrega o projeto é aberto em uma sandbox, então o que chega até você é uma página que já carregou pelo menos uma vez.

Acentos, cedilha e formatos brasileiros aparecem certo?

Aparecem, e ainda assim vale conferir três pontos específicos na primeira visita ao projeto publicado.

Olhe os títulos grandes. Fontes decorativas às vezes têm o conjunto de caracteres incompleto, e o sintoma é sutil: a palavra "coração" aparece com o til de um jeito estranho ou com um espaço a mais. Se acontecer, peça outra fonte em uma edição.

Olhe os campos de formulário com nome e endereço reais, incluindo um sobrenome com acento e um CEP. Digitar dados de verdade em vez de "teste 123" revela problemas de largura de campo e de validação que texto genérico esconde.

Olhe pelo celular. A maior parte do tráfego brasileiro chega por lá, e palavras em português são mais longas que as equivalentes em inglês: um botão que cabia no desenho original pode quebrar em duas linhas na tela pequena.

O idioma muda alguma coisa para o Google?

Muda, e a favor de quem escreve no idioma do público.

Uma página em português compete por buscas em português, que é onde estão os seus clientes. O erro comum não é o idioma em si, é misturar: título em português, descrição em inglês, e um punhado de botões em uma terceira variante. Essa mistura confunde tanto o leitor quanto a máquina que lê o site.

Se o projeto tiver as duas versões, cada uma precisa de endereço próprio e de conteúdo próprio, não a mesma página com uma chavinha. O tema é maior que este texto e está em sites feitos com IA rankeiam no Google, que trata do que realmente pesa na indexação.

Onde estão os limites honestos?

Três, ditos sem enfeite.

A IA escreve português correto, mas não conhece o seu cliente. Ela não sabe que na sua região "orçamento" abre mais conversa do que "proposta", nem qual objeção aparece toda semana no WhatsApp. Esse ajuste fino é seu, e vale mais que qualquer refinamento visual.

Regra de negócio muito específica não sai de um único pedido, em nenhum idioma. Ela se constrói com edições sucessivas, e o Zugo não substitui um time de desenvolvimento em um produto complexo.

Conteúdo jurídico não deve ser gerado e publicado sem leitura. Política de privacidade e termos de uso saem plausíveis e genéricos, e no Brasil eles têm consequências reais. Trate esses textos como rascunho para alguém revisar.

Por onde começar?

Escreva o pedido em português, com a variante, os formatos e o tom explícitos, e gere a primeira versão. Depois abra o site no celular, leia em voz alta e anote tudo que soa traduzido. Essa lista vira uma única edição.

Se o projeto vai crescer para várias páginas, a IA consegue criar um site de várias páginas explica como a estrutura muda o custo, e como criar um site de escola de idiomas com IA mostra um caso em que o próprio idioma é o produto.

Dá para testar no plano gratuito em zugo.dev, começando por um dos 25 modelos prontos e reescrevendo os textos com as palavras que os seus clientes usam.

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