Como migrar de outro construtor de sites sem perder nada
Como migrar de outro construtor de sites sem perder nada
Migração aqui significa reconstruir, não importar. Não existe botão que puxe um site do Wix, do WordPress ou do Squarespace para dentro do Zugo. O que você traz é o conteúdo: textos, imagens, estrutura de páginas e endereços das URLs. A construção nova sai de uma descrição, e o domínio aponta para ela no fim.
Isso soa como trabalho a mais, e é, no primeiro dia. Em compensação, refazer uma landing custa minutos, então a parte que costuma doer não é a construção: é o inventário do que existia.
Dá para importar o site antigo automaticamente?
Não. Vale dizer isso logo, porque é a primeira pergunta de quem chega com um site de anos no ar. O construtor gera projetos a partir de descrição em texto, e não lê um site existente para clonar a estrutura dele.
Na prática, a ausência de importador incomoda menos do que parece em sites pequenos e institucionais. Uma página de serviços com seis blocos é reconstruída em uma frase bem escrita, e o resultado costuma sair mais organizado do que o original, que foi crescendo por remendos.
O incômodo é real em dois casos: site com centenas de páginas de conteúdo, tipo blog antigo, e loja com catálogo grande. Nesses, a reconstrução manual do conteúdo é um projeto próprio, e ignorar isso no planejamento é o erro clássico da migração.
O que levar do site antigo antes de começar?
Faça o inventário antes de gerar qualquer coisa. Migração que dá errado quase sempre é migração que começou pela parte divertida.
| O que levantar | Onde costuma estar | Por que importa |
|---|---|---|
| Lista de URLs das páginas | Sitemap do site atual | Define o que precisa continuar existindo |
| Textos de cada página | O próprio site | Reescrever do zero perde detalhe e termo de busca |
| Imagens em alta | Painel do construtor antigo | Baixar depois do cancelamento é impossível |
| Formulários e para onde eles enviam | Painel de integrações | Formulário mudo é o erro mais comum pós-migração |
| Códigos de medição | Google Analytics, Search Console | Perder histórico atrapalha a leitura do antes e depois |
| Dados de clientes ou pedidos | Área administrativa | Exportar em CSV enquanto o acesso ainda existe |
| Onde o domínio está registrado | Registro.br ou registrador estrangeiro | É por ali que a virada acontece |
Um detalhe que só aparece tarde: cancele o plano antigo depois da virada, nunca antes. Site fora do ar durante a reconstrução é prejuízo desnecessário, e o custo de um mês a mais é pequeno perto do risco.
Como reconstruir o site em vez de importar?
Descreva a estrutura, não a aparência. Um pedido do tipo "site de cinco páginas para uma clínica de fisioterapia, com início, serviços, equipe, convênios e contato" já entrega a arquitetura certa, e o visual se ajusta nas rodadas seguintes.
Cole o conteúdo real desde o começo. Você já tem os textos do site antigo no inventário, então não faz sentido aceitar texto de exemplo e reescrever depois: cada bloco preenchido com o conteúdo definitivo economiza uma rodada de edição inteira.
Uma plataforma multipágina custa 12 créditos nas três primeiras páginas e 3 em cada página adicional. Peça a plataforma de uma vez, com a lista de páginas na mesma frase. Pedir uma landing e tentar expandir depois costuma sair mais caro em créditos e em tempo.
Se o site antigo tinha um visual que funcionava, descreva-o em palavras simples: tipo de layout, sensação, cores dominantes. Os 25 modelos prontos também servem de ponto de partida quando você prefere escolher um ponto de chegada em vez de descrevê-lo.
Como não perder o que já ranqueava?
Essa é a parte técnica que merece atenção de verdade, e é onde migrações mal feitas custam caro.
A regra principal é manter os mesmos caminhos de URL. Se a página de serviços vivia em /servicos, ela deve continuar em /servicos. Endereço preservado significa autoridade preservada, e evita depender de redirecionamento para tudo.
Quando um endereço precisar mudar mesmo, planeje o redirecionamento com quem controla a hospedagem antes da virada, e não depois de ver a queda. Vale também exportar o projeto para o GitHub e publicar na sua própria conta da Vercel se você precisa de regras específicas: nesse arranjo a configuração fica com você.
Mantenha os títulos e as descrições das páginas que já traziam visita. Reescrever tudo em nome do "site novo" é a forma mais rápida de trocar posições conquistadas por uma reestreia. O que muda e o que não muda na busca está em site feito com IA é bom para SEO?.
Por fim, avise o Search Console: envie o sitemap novo assim que o domínio apontar. Não acelera milagre nenhum, mas encurta a fase em que o buscador ainda está com o mapa antigo na mão.
Quanto custa refazer o site?
Menos do que a maioria imagina, porque o custo está nas rodadas, não no tamanho da página.
| Ação | Créditos |
|---|---|
| Construção de um site ou app | 6 |
| Edição em um projeto existente | 3 |
| Plataforma multipágina, três primeiras páginas | 12 |
| Cada página adicional | 3 |
| Construção no modo Hi-Fi | 12 |
O plano gratuito traz 5 créditos e serve para experimentar antes de decidir. O Pro custa $25 por mês com 200 créditos, o que dá espaço para reconstruir uma plataforma inteira e ainda ajustar dezenas de detalhes. O Business custa $99 por mês com 800 créditos.
Some a isso o tempo humano, que é o item mais caro da migração: reunir imagens, revisar textos, conferir formulários. Esse relógio não depende da ferramenta e costuma ser subestimado por larga margem.
Quando não vale a pena migrar?
Vale nomear honestamente, porque nem toda migração é ganho.
Loja com catálogo grande e operação rodando. Se o Shopify ou a plataforma atual já resolve estoque, fretes e meios de pagamento locais, mudar significa recriar essa operação inteira. A comparação honesta com o mundo dos gerenciadores tradicionais está em construtor com IA ou WordPress?.
Site que depende de plugins específicos. O ecossistema do WordPress tem soluções prontas para nichos improváveis, e reconstruir esse comportamento por edições é possível em muitos casos, porém não em todos.
Produto complexo com time de desenvolvimento. Aqui a resposta honesta é que o construtor não substitui engenharia: ele acelera o começo, gera a base e exporta o código, mas o produto que virou o negócio inteiro continua pedindo gente dedicada.
Por onde começar?
Comece pelo inventário, não pela geração. Uma planilha com as URLs, os textos e os formulários do site atual resolve metade da migração, e é o único passo que não dá para recuperar depois que o plano antigo é cancelado.
Com o inventário na mão, gere a estrutura nova, publique no endereço em .zugo.run para conferir tudo com calma e só então aponte o domínio. O roteiro dessa virada está em como publicar o que você criou, e a construção começa em zugo.dev.