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Como criar o site de um escritor sem código, do zero

Como criar o site de um escritor sem código, do zero

O site de um escritor tem duas funções: mostrar os livros com link de compra e capturar o e-mail de quem gostou. Todo o resto é enfeite. No Zugo, essa primeira versão é uma construção de 600 créditos e leva por volta de um minuto, com edições de 300 créditos depois.

Perfil em rede social não substitui isso. Ali o alcance depende de um algoritmo que muda sozinho, e a lista de e-mails é a única audiência que continua sua quando a plataforma da vez perde relevância.

O que um site de escritor precisa provar?

Que os livros existem, que dá para comprar agora e que há alguém real por trás. Essa é a lista completa. Um leitor que acabou de ouvir seu nome em um podcast entra no site com uma pergunta simples: por onde começo a ler?

A resposta precisa estar acima da dobra, com capa, título, uma frase de sinopse e o botão de compra. Escritor estreante costuma fazer o contrário: abre com uma biografia longa em terceira pessoa e deixa os livros no meio da página. Quem chegou por curiosidade vai embora antes.

A biografia importa, mas em segundo lugar e escrita com fatos: onde você publica, quantos livros, prêmios se houver, o que você escreve. Adjetivo sobre a própria obra não convence ninguém, e frase como "uma voz única da literatura contemporânea" tem efeito negativo quando é o autor quem escreve.

Quais páginas o escritor precisa e quais podem esperar?

Três resolvem o essencial. As demais entram quando existir material que justifique a página.

Página O que resolve Quando fazer
Início Livro mais recente, capa, sinopse e compra Agora
Livros Todos os títulos com link para cada loja Agora
Contato Formulário para imprensa, eventos e leitores Agora
Sobre Biografia com fatos e foto decente Depois
Agenda Lançamentos, feiras e bate-papos Se você faz eventos
Blog Textos, bastidores, capítulos de amostra Se você vai manter
Imprensa Foto em alta, release e trecho liberado Quando começar a sair

A página de imprensa parece exagero para quem tem um livro só, e é justamente ela que faz um jornalista escrever sobre você em vez de sobre outro autor. Ter foto em alta resolução e um release pronto elimina a fricção do lado de quem está com prazo.

No Zugo, uma página única sai por 600 créditos. Um site com páginas separadas é uma plataforma multipágina: 1.200 créditos pelas três primeiras e 3 por cada página adicional.

Qual prompt descreve o site de um escritor?

Comece pelo livro, não pela sua trajetória. O gerador organiza a página na ordem em que você descreve.

Construa um site para um escritor de [gênero].
Páginas:
1. Início: capa do livro mais recente em destaque, título,
   sinopse de três linhas, botões "Comprar" para cada loja e
   um bloco de assinatura de newsletter logo abaixo.
2. Livros: todos os títulos em ordem cronológica inversa, com
   capa, sinopse, ano e links de compra separados por loja.
3. Contato: formulário com nome, motivo (leitor, imprensa,
   evento, editora) e mensagem.
Visual sóbrio, muita margem, tipografia com boa leitura em
textos longos.
Idioma português do Brasil.
Ao enviar: aviso de recebimento e cópia por e-mail para mim.

O campo de motivo no formulário vale por três: separa o convite de evento do pedido de leitura de originais, e faz você responder primeiro o que tem prazo. Sem ele, tudo chega na mesma caixa e as mensagens importantes afundam.

O Zugo traz 38 modelos prontos, e um modelo editorial já resolve a parte de tipografia, que em site de escritor é metade da impressão que a página causa.

Vender pelo próprio site ou mandar para a loja?

Depende do formato. Livro impresso quase sempre compensa mandar para as lojas: elas cuidam de estoque, frete, devolução e nota, e nada disso é problema que valha a pena resolver sozinho por causa de algumas dezenas de exemplares por mês.

Livro digital é o caso onde a venda direta faz sentido. A margem é muito maior, você fica com o e-mail do comprador e a entrega é um arquivo. O Zugo integra o Stripe para cobrança e assinatura, então uma página de venda com entrega do arquivo depois do pagamento é construível, e se ajusta com edições sucessivas.

O caminho honesto para a maioria: lojas para o impresso, venda direta para o digital, e ambos os links visíveis na mesma página do livro. Se a operação crescer a ponto de virar catálogo com estoque, a lógica passa a ser a de uma livraria, que é outro tipo de projeto.

Como montar a lista de leitores desde o primeiro dia?

Com uma oferta concreta no lugar de "assine minha newsletter". Ninguém assina uma newsletter genérica de alguém que acabou de conhecer, mas muita gente entrega o e-mail por um conto inédito, pelo primeiro capítulo do próximo livro ou por um aviso de pré-venda.

O bloco de assinatura precisa aparecer em três lugares: no fim da página inicial, no fim de cada página de livro e no fim de cada texto do blog. Repetição aqui não incomoda, porque quem já assinou simplesmente ignora.

Para o envio, a integração com o Resend cuida das mensagens transacionais, como a confirmação e a entrega do arquivo prometido. Vale ler como isso funciona no guia de e-mails antes de montar o fluxo, porque a diferença entre e-mail que chega e e-mail que cai no spam está quase toda na configuração do domínio.

Uma regra simples de manter: escreva na página quantas vezes por mês você envia. Prometer pouco e cumprir gera menos descadastro do que prometer novidade constante e sumir por sete meses.

Blog, newsletter ou os dois?

Escolha um e faça direito. Escritor com blog abandonado desde 2023 na página inicial passa a impressão de projeto parado, e isso contamina a percepção sobre os livros.

O blog serve melhor a quem escreve não ficção e quer ser encontrado por busca. Textos que respondem perguntas reais do seu tema trazem leitor novo por anos, e o mecanismo é o mesmo descrito no guia de como criar um blog.

A newsletter serve melhor a quem escreve ficção. O leitor de romance não procura por assunto, ele acompanha autor, e o e-mail é o canal que avisa quando sai o próximo. Se você só tem energia para um, na ficção é quase sempre a newsletter.

Quanto custa construir e manter em créditos?

Créditos são a moeda da geração no Zugo, e a tabela cabe em seis linhas.

Ação Créditos
Construção única de site, app ou jogo 600
Edição sobre um projeto existente 300
Plataforma multipágina, três primeiras páginas 1.200
Cada página adicional 300
Construção no modo Hi-Fi 1.200
Edição no modo Hi-Fi 600

O plano gratuito dá 2.400 créditos, que dá para quatro construções, então ele serve para conhecer a ferramenta. O Pro custa $25 por mês com 20.000 créditos, algo em torno de 16 plataformas multipágina, 33 construções ou 66 edições. O Business custa $50 por mês com 20.000 créditos.

Escritor edita em rajadas: quase nada durante meses, e várias edições seguidas quando sai livro novo ou começa a pré-venda. O plano Pro cobre um lançamento inteiro com folga.

Como testar o site antes de divulgar?

Toda construção do Zugo é aberta em uma sandbox antes de ser entregue, e a que não sobe é reportada como falha em vez de chegar como página vazia. Isso descarta o quebrado, não corrige o seu texto.

Teste os links de compra um por um, no celular, com o aplicativo da loja instalado. Link de livro quebrado é o erro mais caro do site inteiro, porque acontece exatamente no momento em que a pessoa decidiu comprar.

Depois assine a própria newsletter com um e-mail que você não usa. Veja se a confirmação chega, se o arquivo prometido vem junto e quanto tempo demora. E abra a página inicial em um celular antigo: capa de livro em arquivo pesado é o motivo mais comum de site de autor demorar a carregar.

Onde a IA para no site de um escritor?

Três limites, ditos abertamente.

Loja com estoque de impresso, cálculo de frete por região, nota fiscal e devolução é comércio eletrônico completo. Dá para chegar perto com o Supabase e o Stripe em edições sucessivas, mas o Zugo não substitui um time de desenvolvimento nesse território, e para vender dez exemplares por mês o esforço não se paga.

Leitura do livro dentro do navegador, com marcação de página e proteção contra cópia, é um produto próprio. Se for esse o caminho, o mais sensato é usar uma plataforma feita para isso e deixar o site como vitrine.

Direitos autorais e contrato com editora são seus. Antes de vender direto um título que já está com uma editora, confira o que o contrato permite, porque a ferramenta publica a página sem perguntar nada disso. A exportação pelo GitHub entrega o código, então nada fica preso se você mudar de ideia.

Por onde começar?

Junte quatro coisas antes de escrever o prompt: capa em boa resolução de cada livro, sinopse de três linhas, os links de todas as lojas onde ele está e uma foto sua que não seja de dez anos atrás. Com isso, o site sai pronto na primeira tentativa.

Construa a versão de três páginas, publique no endereço seu-nome.zugo.run e mande para dois leitores pedindo que comprem um livro sem ajuda nenhuma. Dá para escrever a primeira descrição em zugo.dev com o plano gratuito e ver a página no ar hoje mesmo.

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