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Como criar o site de um escritor sem código, do zero

Como criar o site de um escritor sem código, do zero

O site de um escritor tem duas funções: mostrar os livros com link de compra e capturar o e-mail de quem gostou. Todo o resto é enfeite. No Zugo, essa primeira versão é uma construção de 6 créditos e leva por volta de um minuto, com edições de 3 créditos depois.

Perfil em rede social não substitui isso. Ali o alcance depende de um algoritmo que muda sozinho, e a lista de e-mails é a única audiência que continua sua quando a plataforma da vez perde relevância.

O que um site de escritor precisa provar?

Que os livros existem, que dá para comprar agora e que há alguém real por trás. Essa é a lista completa. Um leitor que acabou de ouvir seu nome em um podcast entra no site com uma pergunta simples: por onde começo a ler?

A resposta precisa estar acima da dobra, com capa, título, uma frase de sinopse e o botão de compra. Escritor estreante costuma fazer o contrário: abre com uma biografia longa em terceira pessoa e deixa os livros no meio da página. Quem chegou por curiosidade vai embora antes.

A biografia importa, mas em segundo lugar e escrita com fatos: onde você publica, quantos livros, prêmios se houver, o que você escreve. Adjetivo sobre a própria obra não convence ninguém, e frase como "uma voz única da literatura contemporânea" tem efeito negativo quando é o autor quem escreve.

Quais páginas o escritor precisa e quais podem esperar?

Três resolvem o essencial. As demais entram quando existir material que justifique a página.

Página O que resolve Quando fazer
Início Livro mais recente, capa, sinopse e compra Agora
Livros Todos os títulos com link para cada loja Agora
Contato Formulário para imprensa, eventos e leitores Agora
Sobre Biografia com fatos e foto decente Depois
Agenda Lançamentos, feiras e bate-papos Se você faz eventos
Blog Textos, bastidores, capítulos de amostra Se você vai manter
Imprensa Foto em alta, release e trecho liberado Quando começar a sair

A página de imprensa parece exagero para quem tem um livro só, e é justamente ela que faz um jornalista escrever sobre você em vez de sobre outro autor. Ter foto em alta resolução e um release pronto elimina a fricção do lado de quem está com prazo.

No Zugo, uma página única sai por 6 créditos. Um site com páginas separadas é uma plataforma multipágina: 12 créditos pelas três primeiras e 3 por cada página adicional.

Qual prompt descreve o site de um escritor?

Comece pelo livro, não pela sua trajetória. O gerador organiza a página na ordem em que você descreve.

Construa um site para um escritor de [gênero].
Páginas:
1. Início: capa do livro mais recente em destaque, título,
   sinopse de três linhas, botões "Comprar" para cada loja e
   um bloco de assinatura de newsletter logo abaixo.
2. Livros: todos os títulos em ordem cronológica inversa, com
   capa, sinopse, ano e links de compra separados por loja.
3. Contato: formulário com nome, motivo (leitor, imprensa,
   evento, editora) e mensagem.
Visual sóbrio, muita margem, tipografia com boa leitura em
textos longos.
Idioma português do Brasil.
Ao enviar: aviso de recebimento e cópia por e-mail para mim.

O campo de motivo no formulário vale por três: separa o convite de evento do pedido de leitura de originais, e faz você responder primeiro o que tem prazo. Sem ele, tudo chega na mesma caixa e as mensagens importantes afundam.

O Zugo traz 25 modelos prontos, e um modelo editorial já resolve a parte de tipografia, que em site de escritor é metade da impressão que a página causa.

Vender pelo próprio site ou mandar para a loja?

Depende do formato. Livro impresso quase sempre compensa mandar para as lojas: elas cuidam de estoque, frete, devolução e nota, e nada disso é problema que valha a pena resolver sozinho por causa de algumas dezenas de exemplares por mês.

Livro digital é o caso onde a venda direta faz sentido. A margem é muito maior, você fica com o e-mail do comprador e a entrega é um arquivo. O Zugo integra o Stripe para cobrança e assinatura, então uma página de venda com entrega do arquivo depois do pagamento é construível, e se ajusta com edições sucessivas.

O caminho honesto para a maioria: lojas para o impresso, venda direta para o digital, e ambos os links visíveis na mesma página do livro. Se a operação crescer a ponto de virar catálogo com estoque, a lógica passa a ser a de uma livraria, que é outro tipo de projeto.

Como montar a lista de leitores desde o primeiro dia?

Com uma oferta concreta no lugar de "assine minha newsletter". Ninguém assina uma newsletter genérica de alguém que acabou de conhecer, mas muita gente entrega o e-mail por um conto inédito, pelo primeiro capítulo do próximo livro ou por um aviso de pré-venda.

O bloco de assinatura precisa aparecer em três lugares: no fim da página inicial, no fim de cada página de livro e no fim de cada texto do blog. Repetição aqui não incomoda, porque quem já assinou simplesmente ignora.

Para o envio, a integração com o Resend cuida das mensagens transacionais, como a confirmação e a entrega do arquivo prometido. Vale ler como isso funciona no guia de e-mails antes de montar o fluxo, porque a diferença entre e-mail que chega e e-mail que cai no spam está quase toda na configuração do domínio.

Uma regra simples de manter: escreva na página quantas vezes por mês você envia. Prometer pouco e cumprir gera menos descadastro do que prometer novidade constante e sumir por sete meses.

Blog, newsletter ou os dois?

Escolha um e faça direito. Escritor com blog abandonado desde 2023 na página inicial passa a impressão de projeto parado, e isso contamina a percepção sobre os livros.

O blog serve melhor a quem escreve não ficção e quer ser encontrado por busca. Textos que respondem perguntas reais do seu tema trazem leitor novo por anos, e o mecanismo é o mesmo descrito no guia de como criar um blog.

A newsletter serve melhor a quem escreve ficção. O leitor de romance não procura por assunto, ele acompanha autor, e o e-mail é o canal que avisa quando sai o próximo. Se você só tem energia para um, na ficção é quase sempre a newsletter.

Quanto custa construir e manter em créditos?

Créditos são a moeda da geração no Zugo, e a tabela cabe em seis linhas.

Ação Créditos
Construção única de site, app ou jogo 6
Edição sobre um projeto existente 3
Plataforma multipágina, três primeiras páginas 12
Cada página adicional 3
Construção no modo Hi-Fi 12
Edição no modo Hi-Fi 6

O plano gratuito dá 5 créditos, menos que uma construção completa, então ele serve para conhecer a ferramenta. O Pro custa $25 por mês com 200 créditos, algo em torno de 16 plataformas multipágina, 33 construções ou 66 edições. O Business custa $99 por mês com 800 créditos.

Escritor edita em rajadas: quase nada durante meses, e várias edições seguidas quando sai livro novo ou começa a pré-venda. O plano Pro cobre um lançamento inteiro com folga.

Como testar o site antes de divulgar?

Toda construção do Zugo é aberta em uma sandbox antes de ser entregue, e a que não sobe é reportada como falha em vez de chegar como página vazia. Isso descarta o quebrado, não corrige o seu texto.

Teste os links de compra um por um, no celular, com o aplicativo da loja instalado. Link de livro quebrado é o erro mais caro do site inteiro, porque acontece exatamente no momento em que a pessoa decidiu comprar.

Depois assine a própria newsletter com um e-mail que você não usa. Veja se a confirmação chega, se o arquivo prometido vem junto e quanto tempo demora. E abra a página inicial em um celular antigo: capa de livro em arquivo pesado é o motivo mais comum de site de autor demorar a carregar.

Onde a IA para no site de um escritor?

Três limites, ditos abertamente.

Loja com estoque de impresso, cálculo de frete por região, nota fiscal e devolução é comércio eletrônico completo. Dá para chegar perto com o Supabase e o Stripe em edições sucessivas, mas o Zugo não substitui um time de desenvolvimento nesse território, e para vender dez exemplares por mês o esforço não se paga.

Leitura do livro dentro do navegador, com marcação de página e proteção contra cópia, é um produto próprio. Se for esse o caminho, o mais sensato é usar uma plataforma feita para isso e deixar o site como vitrine.

Direitos autorais e contrato com editora são seus. Antes de vender direto um título que já está com uma editora, confira o que o contrato permite, porque a ferramenta publica a página sem perguntar nada disso. A exportação pelo GitHub entrega o código, então nada fica preso se você mudar de ideia.

Por onde começar?

Junte quatro coisas antes de escrever o prompt: capa em boa resolução de cada livro, sinopse de três linhas, os links de todas as lojas onde ele está e uma foto sua que não seja de dez anos atrás. Com isso, o site sai pronto na primeira tentativa.

Construa a versão de três páginas, publique no endereço seu-nome.zugo.run e mande para dois leitores pedindo que comprem um livro sem ajuda nenhuma. Dá para escrever a primeira descrição em zugo.dev com o plano gratuito e ver a página no ar hoje mesmo.

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